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      Fundação Casa de Macau anuncia segunda edição do Prémio A-Má

      A iniciativa pretende, segundo a organização, “incentivar e premiar o talento e a criatividade no âmbito da divulgação e da valorização da identidade macaense, em particular na sua expressão literária”. As candidaturas decorrem até 15 de Setembro. Na primeira edição, recorde-se, Caroline Pires Ting e Ana Cristina Alves foram, em ex-áqueo, as grandes vencedoras do prémio.

       

      A Fundação Casa de Macau (FCM), com sede em Lisboa, anunciou a II Edição do Prémio A-Má que visa “incentivar e premiar o talento e a criatividade no âmbito da divulgação e da valorização da identidade macaense, em particular na sua expressão literária”, pode ler-se num comunicado de imprensa enviado pela entidade às redacções.

      O regulamento do Prémio A-Má, criado em 2021, considera admitidos a concurso contos, crónicas, poemas e textos dramáticos, cuja temática seja sobre Macau ou sobre a cultura macaense, “sob qualquer perspectiva ou interpretação do autor”. A submissão dos trabalhos literários deverá ser feita até ao dia 15 de Setembro, por correio electrónico, para o endereço .

      Pelo correio electrónico, cada participante deverá enviar a candidatura que, para além do trabalho literário a concurso com os devidos requisitos de formatação, deverá incluir ainda uma declaração de aceitação e compromisso de honra, devidamente assinada, que pode ser descarregada no site da fundação. Os trabalhos não devem exceder as 10 páginas, excluindo a capa e bibliografia, podendo ser redigidos na língua portuguesa ou na língua inglesa. Cada candidato apenas poderá submeter a concurso um trabalho que deverá ser inédito.

      A composição do júri do concurso, que será composto por três elementos: um representante da entidade promotora, na qualidade de presidente e duas personalidades macaenses de mérito reconhecido, convidadas, pela FCM, será divulgada oportunamente.

      O primeiro classificado recebe o Prémio A-Má no valor de 500 euros (cerca de 4.300 patacas). Para quem fica na segunda posição, o prémio será de 200 euros (cerca de 1.700 patacas). Todos os participantes admitidos a concurso receberão um diploma autenticado de participação. A entrega dos prémios e respectiva apresentação dos trabalhos premiados, revela o mesmo comunicado da FCM, “serão efectuadas em cerimónia pública, a anunciar oportunamente”.

      Na sua primeira edição o júri pôde avaliar 16 trabalhos e acabou por deliberar a atribuição de dois primeiros prémios ex-áqueo e também dois segundos prémios, para além de quatro menções honrosas. Caroline Pires Ting, académica residente no Rio de Janeiro, e Ana Cristina Alves, professora universitária e coordenadora de actividades educativas do Centro Científico e Cultural de Macau (CCCM) foram as grandes vencedoras do prémio com os trabalhos “Resonances between T’ao Yuan-Ming (365-427) and Camilo Pessanha (1867-1926): The Paradise as utopic escape” e “Delírios de A-Má”, respectivamente. A ex-jornalista Fátima Almeida, actual professora universitária em Macau, e Maria Helena do Carmo, autora de vários romances históricos e estudos sobre Macau, foram agraciadas com os segundos prémios com “When I first heard Kun Iam’s voice” e “Flor de Lótus”.

      As quatro menções honrosas foram atribuídas a Casper Ka Yin Chan pelo trabalho “Dóci Papiaçám – The Macanese Patuá, its Hybridity and its Implication”, a Maria Teresa Ximenez de Sandoval Teles por “Uma pincelada a sépia”, a António José de Lemos Ferreira por “MIM – Memórias da Infância em Macau” e a Aureliano da Rosa Barata pelo trabalho “Considerações sobre a identidade macaense e a sua literatura”.

      O Prémio A-Má conta com o apoio do Observatório da China, da União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA), da Comissão Temática de Promoção e Difusão da Língua Portuguesa dos Observadores Consultivos da CPLP e da Casa de Macau de Portugal.

       

       

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