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      InícioPolíticaEmprego dos residentes preocupa deputados, que pedem saída de não residentes

      Emprego dos residentes preocupa deputados, que pedem saída de não residentes

      Dos 27 deputados que ontem apresentaram intervenções antes da ordem do dia, pelo menos dez optaram por falar sobre a situação do emprego dos residentes. A taxa de desemprego dos residentes subiu para os 4,3% em resultado da crise provocada pela pandemia. Na reunião plenária de ontem da Assembleia Legislativa, a larga maioria das sugestões apresentadas pelos deputados passou pela redução de quotas de trabalhadores não residentes.

       

      Na reunião plenária de ontem da Assembleia Legislativa (AL), foram vários os deputados que quiseram abordar a situação do desemprego entre os residentes nas suas intervenções antes da ordem do dia. De entre os 27 deputados que pediram a palavra, uma dezena falou sobre a situação do emprego dos residentes. Os parlamentares pediram ao Governo que aposte na formação dos desempregados e a saída de mais trabalhadores não residentes. A taxa de desemprego dos residentes de Macau está actualmente nos 4,3%. Antes da pandemia, a taxa era de 2,9%.

      O primeiro a abordar o problema foi Leong Hong Sai. O deputado começou por sugerir que o Governo adopte medidas para reduzir as quotas de trabalhadores não residentes das empresas de turismo e entretenimento, “libertando assim postos para os desempregados”.

      Por outro lado, Leong Hong Sai lamentou também que as vagas de emprego para residentes publicadas no site da Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) têm requisitos muito exigentes: “O horário de trabalho é demasiado longo, o tempo para descanso é insuficiente e o salário é baixo, mas as empresas exigem o domínio de várias línguas estrangeiras e especialização, e os certificados respectivos, portanto, as condições não correspondem manifestamente ao salário e regalias oferecidos”. Assim, os residentes não têm vontade de participar nas sessões de recrutamento da DSAL, notou.

      Chui Sai Peng pediu mais acções de formação, “para elevar a competitividade das pessoas e das empresas”. “Sob a pandemia, muitas micro, pequenas e médias empresas estão com uma dupla dificuldade, resultante da pandemia e da restruturação económica. Para a superar, há que lançar acções de formação em indústrias emergentes, para elevar as competências globais dos trabalhadores e a competitividade das empresas”, sugeriu, acrescentando que também é necessário “incentivar os trabalhadores a participarem nessas acções de formação”.

      “Devido à pandemia, a economia de Macau tem sido gravemente afectada, a sua recuperação mantém-se instável, e a taxa de desemprego bateu novo recorde”, assinalou Si Ka Lon, indicando que os números do desemprego se devem essencialmente ao aumento do desemprego no sector do jogo e hotelaria. Para aliviar as dificuldades dos desempregados, o deputado pediu ao Executivo que prorrogue os prazos dos empréstimos e a reprogramação do plano de reembolso.

      Lam Lon Wai também pediu ao Governo que relaxe as condições e aumente o número de inscrições para o plano de formação subsidiada, “para que mais pessoas possam ser beneficiadas”. O deputado eleito por sufrágio indirecto, pediu também a organização de mais estágios e cursos de formação remunerada. Lam Lon Wai deixou um apelo para que os jovens aproveitem os apoios do Governo e terminou com um conselho: “Não devem ter medo de fracassar e devem atrever-se a tentar mais. Com esta atitude, confia-se que no final vão conseguir encontrar com sucesso o primeiro emprego e o seu rumo profissional”.

      Já Ella Lei propôs ao Executivo que exija ao sector financeiro que contrate prioritariamente trabalhadores locais, uma vez que “nos últimos anos, o Governo autorizou, no entanto, muitas quotas de trabalhadores não residentes para o sector financeiro e, mesmo durante a pandemia, mantiveram-se em mais de mil”. “Os que estão à procura de emprego e os recém-formados não têm condições nem capacidade para desempenhar essas funções? De que planos dispõe o Governo para a formação de talentos locais?”, questionou a deputada ligada à Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM).

      Lei Chan U, igualmente ligado à FAOM, também pediu a redução das quotas para trabalhadores não residentes. O deputado também pediu o aperfeiçoamento do plano de formação subsidiada. “Como os recém formados vão entrar brevemente no mercado de trabalho, espero que o Governo reveja e optimize o Plano de estágio para criar melhores perspectivas de trabalho, e alargue as condições de participação, para que mais jovens que não conseguem encontrar emprego possam passar por estágios em empresas”, referiu.

      Leong Sun Iok invocou o Dia do Trabalhador, que se assinala daqui a pouco mais de uma semana, para dizer que, para proteger o emprego dos residentes, o Governo devia revogar as autorizações de contratação de trabalhadores não residentes. A mesma sugestão foi apresentada por Ron Lam, que disse mesmo que “a DSAL não pode, de maneira alguma, permitir que as empresas renovem as quotas de trabalhadores não residentes com o fundamento de os locais não terem experiência nem domínio do inglês”.

      Che Sai Wang, vice-presidente da Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau ATFPM), criticou o Governo por, na sua opinião, não ter concretizado o objectivo político de dar prioridade aos empregos dos locais no sector da construção. Por fim, Zheng Anting mostrou-se preocupado com o desemprego dos jovens, mas sugeriu a aposta na Zona de Cooperação Aprofundada em Hengqin, como forma de impulsionar o emprego dos jovens locais.

       

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