Depois da visita a Portugal, o Chefe do Executivo partiu para Espanha. Numa recepção oferecida pela delegação da RAEM em Madrid, Sam Hou Fai afirmou que Macau quer reforçar os laços com Espanha e “dar um novo fôlego” à relação.
Sam Hou Fai esteve quatro dias em Portugal e seguiu na quarta-feira para Espanha. Já em Madrid, o Governo da RAEM ofereceu uma recepção para cerca de 300 convidados, incluindo Concha Andreu Rodríguez, segunda vice-presidente do Senado de Espanha, e Yao Jin, embaixador da China em Espanha e Andorra. Na ocasião, o Chefe do Executivo proferiu um discurso em que sublinhou a intenção de reforçar os laços com Espanha.
No discurso, Sam começou por apontar que a sua visita a Espanha “constitui não só uma viagem para promover a concretização do importante consenso alcançado pelos chefes de Estado de ambos os países”, mas também “uma viagem de descoberta para conhecer novos amigos e explorar novas oportunidades”.
O Chefe salientou que “Macau tem sido uma importante janela de intercâmbio e aprendizagem mútua entre as civilizações chinesa e ocidental, mantendo laços profundos e amigáveis com o Ocidente, especialmente com os países europeus, Espanha incluída”, mostrando-se disponível para “dar um novo fôlego a esta amizade tradicional e profunda” e “promover o reforço das relações de cooperação e amizade entre Macau e Espanha”.
O 15.º Plano Nacional, apresentado recentemente, enfatiza que a China “continuará a seguir uma estratégia de abertura baseada na cooperação mutuamente benéfica”, o que, defendeu Sam Hou Fai, “cria um amplo horizonte e imensas oportunidades para a cooperação entre a China e Espanha”.
Macau está a elaborar o seu 3.º plano quinquenal, que tem como objectivo “impulsionar reformas internas de alta qualidade e uma abertura de alta qualidade ao exterior, aperfeiçoar de forma mais reforçada os mecanismos das plataformas de cooperação externa”, fazendo com que a RAEM se torne numa “plataforma importante para Espanha e toda a comunidade internacional” e embarque no “comboio expresso do desenvolvimento chinês”.
Nesta recepção, Sam Hou Fai defendeu que Macau tem “aplicado com sucesso” o princípio “um país, dois sistemas”, alcançando “conquistas notáveis reconhecidas mundialmente”.
Fazem também parte da delegação empresários do interior da China, de Macau e de Hengqin, de sectores como a alta tecnologia, ‘big health’ e a construção de infraestruturas. O Chefe do Executivo disse esperar que todos aproveitem as oportunidades, como a sessão de promoção de cooperação económica e comercial, para “reforçar o intercâmbio, estabelecer contactos e explorar conjuntamente novas oportunidades de cooperação nas áreas de turismo, convenções e exposições, inovação tecnológica e indústrias sustentáveis”. Sam Hou Fai convidou ainda as empresas espanholas a descobrir oportunidades de investimento e desenvolvimento no interior da China, Macau e Hengqin.
Concha Andreu Rodríguez, segunda vice-presidente do Senado de Espanha, salientou que o país tem uma “grande vontade” de reforçar a cooperação bilateral com a China e salientou o “dinamismo e o potencial” de Macau no desenvolvimento económico chinês. A responsável espanhola indicou que Espanha e Macau são destinos turísticos de “renome mundial”, com património mundial, e itens de património cultural intangível classificados pela UNESCO, pelo que “podem reforçar a cooperação bilateral no futuro, sobretudo nas áreas das convenções, exposições, cultura e turismo, cuja perspectiva de cooperação é ampla”.
O embaixador chinês Yao Jing indicou que a visita da delegação de Macau se reveste de “grande importância tanto para a RAEM como para Espanha”. Yao incentivou as empresas do interior da China, de Macau e de Hong Kong a darem mais atenção a Espanha, “promovendo activamente a cooperação pragmática em vários sectores entre os dois países”.
Durante esta recepção, foram assinados cinco acordos de cooperação para promover as relações amigáveis e intercâmbio económico entre os departamentos competentes do Governo da RAEM e as organizações industriais e comerciais de Espanha, bem como reforçar os serviços para a cooperação económica e comercial.












