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      Macau entra pela primeira vez no top 30 das universidades asiáticas

      Macau chegou pela primeira vez ao top 30 do ranking do ensino superior na Ásia Times Higher Education Asia University Rankings. De acordo com a última actualização do ranking, a Universidade de Macau está agora no 28.º lugar.

      Macau tem pela primeira vez um representante no top 30 do ranking do ensino superior na Ásia Times Higher Education Asia University Rankings. De acordo com o ranking, divulgado na terça-feira, a Universidade de Macau subiu seis posições para o 28.º lugar.

      O território conta ainda com mais duas instituições classificadas: a Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau (MUST na sigla inglesa), em 52.º lugar conjunto, e a Universidade Cidade de Macau, que se estreia na faixa 201–250.

      O ranking asiático da THE baseia-se em métricas como “citações, excelência em investigação, patentes, internacionalização e ambiente de ensino”, oferecendo o que a organização descreve como a avaliação mais abrangente das universidades da região.

      A edição de 2026 confirma a liderança da China, com a Universidade de Tsinghua a manter o primeiro lugar pelo oitavo ano consecutivo e a Universidade de Pequim em segundo.

      O director de assuntos globais da THE, Phil Baty, afirmou num comunicado que os resultados demonstram “o desempenho extraordinário da China no ensino superior e na investigação”, destacando também a crescente influência do Sudeste Asiático, com a Malásia a emergir como “um importante protagonista no ensino superior, não apenas no continente, mas no mundo”.

      Cinco das dez primeiras posições são ocupadas por instituições chinesas, acompanhadas por duas universidades de Singapura, duas de Hong Kong e uma do Japão. A Universidade de Tóquio subiu para o quarto lugar conjunto, a melhor posição em uma década.

      A Malásia também registou progressos, entrando no top 40 pela primeira vez com a Universiti Teknologi Petronas em 35.º lugar conjunto. O país duplicou a presença no top 100 para seis universidades, incluindo a Sunway University, que deu um salto de quase 60 posições para o 84.º lugar conjunto.

      No total, um recorde de 929 universidades de 36 países e territórios foram classificadas este ano, contra 853 em 2025.

      A Índia é o país mais representado, com 128 instituições, seguida pelo Japão (115) e pela Turquia (109). O Iémen surge pela primeira vez na tabela, com a Universidade de Taiz na faixa 501–600.

       

      IA afasta alunos de português da Universidade de Macau da área da tradução

      O director do departamento de Português da Universidade de Macau afirmou que a inteligência artificial está a afastar estudantes da área da tradução. João Veloso defendeu, contudo, que a ideia de que a IA vai acabar com o trabalho dos tradutores “não tem grande fundamento”.

      João Veloso, director do departamento de Português da Universidade de Macau (UM), afirmou ontem que a inteligência artificial (IA) está a ser vista “como uma espécie de papão” e a afastar estudantes da área da tradução. “Há uma espécie de entendimento comum de que a inteligência artificial irá acabar com a tradução. Para as pessoas que trabalham na área do português, da linguística, da tradução, essa relação de causa e efeito (…) não faz sentido”, disse João Veloso aos jornalistas, em declarações à margem de um concurso de língua portuguesa, na UM. Existe uma “certa histeria à volta da questão da inteligência artificial”, completou.

      Veloso reconheceu que, até há alguns anos, a tradução era a área mais procurada dentro dos estudos de pós-graduação, com mais candidatos do que vagas. “Temos vindo a reparar que nos últimos anos não é bem essa a situação com que somos confrontados”, afirmou, sublinhando que há um decréscimo na procura.

      O director indicou que, em conversas com alunos de licenciatura, estes afirmam não pretender seguir tradução nos estudos pós-graduados “por causa da tradução automática e da inteligência artificial”. Receio que Veloso diz ser alimentado por “algum discurso público” de “algumas instituições”, publicações e intervenções de pessoas com responsabilidades.

      O responsável defendeu que a ideia de que a IA vai acabar com o trabalho dos tradutores “não tem grande fundamento” e que tanto inteligência artificial como tradução automática têm “muitas vantagens” se forem usadas como ferramenta auxiliar de trabalho. “No departamento do português trabalhamos muito com a tradução literária – também contemplamos a tradução técnica, jurídica, comercial, etc. Na tradução literária, a inteligência artificial ainda – ou eu pessoalmente diria nunca – atingirá o nível de um tradutor humano”, reforçou.

      Segundo João Veloso, os cursos do departamento de Português da Universidade de Macau chegam a mais de mil alunos, entre estudantes de licenciatura, mestrados e doutoramentos deste departamento da faculdade de Artes e Humanidades, alunos da faculdade de Direito e outros que frequentam as disciplinas de língua oferecidas transversalmente em todos os cursos da instituição de ensino superior.

      Nove alunos de várias universidades de Macau participaram esta manhã na 22.ª edição do concurso de eloquência em língua portuguesa, que este ano assinalou os 100 anos da morte de Camilo Pessanha, poeta que viveu e morreu no território. “Esta tradição dos chamados concursos de eloquência é muito popular na Ásia. E neste contexto faz o maior sentido e tem vindo a ser um sucesso”, referiu ainda João Veloso.

      Apesar de poucos alunos presentes e de algumas edições canceladas nos últimos anos, o diretor notou tratar-se de uma iniciativa “muito importante”, porque “alimenta a visibilidade e o interesse do português e do estudo português”.Lusa

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      Redacção do Ponto Final Macau