Governo pediu elaboração de um plano de serviços clínicos públicos  

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FOTOGRAFIA EDUARDO MARTINS ARQUIVO

A revelação foi feita pelo director dos Serviços de Saúde em resposta a uma interpelação da deputada da AL Song Pek Kei, que pediu ao Governo para elevar o nível dos cuidados de saúde privados e promover o desenvolvimento equilibrado entre os cuidados de saúde públicos e privados. Alvis Lo referiu que, neste momento, o respectivo estudo está na fase final.

 

O Governo liderado por Ho Iat Seng aguarda pelo resultado final de um estudo encomendado que visa a elaboração de um plano de serviços clínicos públicos. A novidade foi dada pelo director dos Serviços de Saúde em resposta a uma interpelação da deputada da Assembleia Legislativa (AL) Song Pek Kei, que pediu ao Governo para elevar o nível dos cuidados de saúde privados e promover o desenvolvimento equilibrado entre os cuidados de saúde públicos e privados.

Alvis Lo referiu que a ideia do Executivo é a de “promover o desenvolvimento dos serviços de cuidados de saúde, e através da análise efectuada ao posicionamento e ao papel das instituições médicas, articular esse desenvolvimento em conformidade com as suas próprias potencialidades e vantagens, e a complementaridade das suas insuficiências, de modo a proceder a uma alocação racional de recursos médicos”. “O Governo da RAEM também vai estudar e tomar como referência as práticas avançadas do sistema de saúde de outros países e regiões, estreitando os laços de cooperação entre os sectores público e privado na prestação de serviços de cuidados de saúde, a fim de proporcionar, em conjunto, serviços de cuidados de saúde oportunos e adequados aos residentes”, acrescentou o mesmo responsável.

As autoridades, referiu Alvis Lo, “têm adoptado uma estratégia de desenvolvimento paralelo entre os sectores público, não lucrativo e privado, com vista à optimização contínua do sistema de saúde”. “Através da colaboração com as instituições médicas sem fins lucrativos, da concessão de apoio financeiro e da aquisição de serviços, os Serviços de Saúde prestam serviços de cuidados de saúde gratuitos ou de baixo custo aos residentes, incluindo hemodiálise, radioterapia, cirurgia cardíaca e ocular, implantação de prótese dentária removível, consultas externas e serviço de urgência de medicina tradicional chinesa e ocidental, limpeza dentária, selante de fissuras de crianças em idade escolar, etc. Nos últimos anos, a fim de prestar aos residentes serviços de rastreio de doenças e desempenhar efectivamente o papel de triagem, o âmbito dos serviços subsidiados tem vindo a ser alargado gradualmente, incluindo rastreio do cancro do colo do útero, rastreio do cancro colorrectal e outros serviços de encaminhamento”, apontou.

Para além disso, revelou também o director dos Serviços de Saúde, “o programa de comparticipação nos cuidados de saúde, com uma dotação anual do Governo superior a 400 milhões de patacas, e a taxa de utilização dos vales de saúde, mantém-se em cerca de 70%”. “Este programa desempenha um papel activo no apoio à exploração dos médicos privados, na comparticipação das despesas médicas dos residentes, na promoção do desenvolvimento do regime de medicina familiar e no aproveitamento dos recursos médicos da comunidade”, sublinhou o médico.

Tendo em conta o desenvolvimento dos serviços de cuidados de saúde, referiu Alvis Lo, “o Governo tem vindo a avaliar e a rever as necessidades de recursos humanos na área da saúde em Macau, tendo elaborado um regime uniformizado de formação especializada para todas as instituições médicas públicas e privadas de Macau, no sentido de promover o desenvolvimento a longo prazo do sector da saúde e dos profissionais de saúde de Macau”.

Já no que diz respeito à formação de pessoal e através de diversas formas, tais como o curso de estágio clínico, a formação médica especializada, o curso de aperfeiçoamento contínuo e as palestras não periódicas, “são proporcionadas oportunidades de formação a todos os profissionais de saúde de Macau, quer do sector público, quer do sector privado, bem como os graduados da área de medicina”. “Além disso, o Complexo de Cuidados de Saúde das Ilhas entrará em funcionamento faseadamente no final do corrente ano, introduzindo um novo modelo de gestão, tecnologia médica de alta qualidade e talentos na área de gestão, com vista a prestar serviços de cuidados de saúde de alta qualidade aos residentes de Macau e formar quadros qualificados locais da área de saúde, de modo a promover o desenvolvimento dos cuidados de saúde diferenciados”, relembrou.