Edição do dia

Quinta-feira, 23 de Abril, 2026
Cidade do Santo Nome de Deus de Macau
nuvens quebradas
21.9 ° C
21.9 °
21.9 °
94 %
3.6kmh
75 %
Qui
23 °
Sex
22 °
Sáb
25 °
Dom
26 °
Seg
27 °

Suplementos

PUB
PUB
Mais
    More
      InícioEconomiaDST pondera dar bilhetes gratuitos de ferry a participantes de eventos empresariais...

      DST pondera dar bilhetes gratuitos de ferry a participantes de eventos empresariais em Hong Kong

      O Governo está a estudar a possibilidade de alargar a gratuitidade dos bilhetes de ferry para Macau a participantes de eventos empresariais em Hong Kong, revelou Helena de Senna Fernandes. Em resposta a uma interpelação escrita, a responsável da Direcção dos Serviços de Turismo (DST) expressou também a intenção de acelerar e simplificar os procedimentos de entrada na profissão de guia turístico e de reforçar os serviços de atendimento inteligente a turistas, sobretudo aqueles que falam línguas minoritárias em Macau.

      A Direcção dos Serviços de Turismo (DST) está a estudar a possibilidade de oferecer bilhetes gratuitos de ferry entre Hong Kong e Macau a turistas internacionais que se encontrem na região vizinha a participar em convenções e exposições de carácter empresarial (o chamado sector MICE). Actualmente, a DST já disponibiliza bilhetes gratuitos a passageiros de cruzeiros que visitem Hong Kong.

      A informação consta no documento de resposta a uma interpelação escrita do deputado Ho Ion Sang, em que este propõe a optimização da recepção aos turistas internacionais através de medidas como a complementaridade entre os serviços rodoviários e marítimos, a formação de guias turísticos multilingues e o uso mais frequente de dispositivos de tradução em tempo real. As preocupações do deputado surgem num momento em que os mercados de turistas internacionais têm registado uma tendência crescente, incluindo os de longo curso. Entre 2024 e 2025, o número total de turistas internacionais em Macau atingiu 2.755.474: um aumento anual de 13,7%.

      Em resposta às questões apresentadas pelo deputado, a responsável da DST garantiu que o Governo “tem adoptado múltiplas medidas para desenvolver” e optimizar a experiência turística dos visitantes internacionais. Debruçando-se sobre este ponto, Helena de Senna Fernandes começa por mencionar o serviço gratuito de autocarro entre o Aeroporto Internacional de Hong Kong e Macau, destinado especificamente aos visitantes internacionais que se encontram na região vizinha (exceptuando aqueles vindos do interior da China).

      Este ano, a oferta teve início a 20 de Janeiro e prolonga-se até ao último dia de Dezembro. No ano passado, recorde-se, a promoção incluía ainda a oferta de viagens de barco num só sentido, de Hong Kong para Macau, de forma a incentivar o turismo de ligação entre as duas regiões junto do mercado estrangeiro. Actualmente, os bilhetes gratuitos de ferry só são disponibilizados a passageiros de cruzeiros em Hong Kong, embora a DST admita estar a estudar a viabilidade de “disponibilizar bilhetes gratuitos de ferry a turistas internacionais em deslocação a Hong Kong para participar em convenções e exposições de carácter empresarial”.

      Quanto à formação de guias turísticos em línguas minoritárias, a DST lembra que tem mantido “uma comunicação estreita” com a Universidade de Turismo de Macau (UTM) “para promover em conjunto a formação de guias turísticos multilingues”. Recorde-se que, no ano passado, a universidade procurou lançar cursos de formação para guias em línguas menos comuns, sendo que a maioria nunca chegou a ser ministrada devido ao número insuficiente de inscritos.

      Ainda assim, o organismo diz que continua a prestar “continuamente aos operadores turísticos os cursos gratuitos de formação de línguas relacionados com os seus trabalhos, (…) a fim de elevar o seu nível linguístico”. Em Julho de 2025, aliás, a UTM lançou cursos de formação para guias nas línguas inglesa, portuguesa e coreana, subordinados aos temas de “alojamento e compras”. No futuro, a DST prevê que os cursos abranjam outras áreas de interesse turístico, como “templos, igrejas e arquitectura”.

      Em paralelo, estão também a ser dinamizados esforços para que a entrada na profissão seja o mais célere e conveniente possível. Para além da inscrição presencial, os interessados podem ainda tratar dos procedimentos de inscrição através da Conta Única de Macau e da Plataforma Integrada de Formação Profissional, da Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL). O tempo de tratamento do cartão de guia turístico foi também submetido a “medidas electrónicas”, permitindo assim que os requerentes ingressem na profissão “o mais rapidamente possível”.

      Por último, Helena de Senna Fernandes reflecte sobre o crescente uso da inteligência artificial enquanto ferramenta de apoio aos serviços de turismo (mais especificamente, na área da tradução). Há dois anos, a DST e o grupo Baidu cooperaram no desenvolvimento da aplicação “AI Macau Smart Tourism Service”, um robô de conversação inteligente que consegue esclarecer dúvidas sobre atracções turísticas, entretenimento, história, cultura, gastronomia e meteorologia, entre muitas outras áreas, e prestar recomendações personalizadas com base nos interesses dos utilizadores. As informações estão disponíveis em línguas como o chinês tradicional e simplificado, inglês, português, japonês, coreano e tailandês.

      Para além disso, a responsável lembra que a DST dispõe de guias turísticos elaborados em chinês tradicional e simplificado, português, inglês e ainda árabe, indonésio e malaio. Estas últimas três línguas figuram no “Guia de Turismo Halal de Macau”, um plano turístico desenvolvido especificamente para o público muçulmano. “No futuro, continuar-se-á, através da inteligência artificial e de outras tecnologias avançadas, a estudar a adição de idiomas com base no serviço de atendimento inteligente existente, bem como a explorar mais casos de combinação entre os modelos linguísticos de grande escala e os cenários culturais e turísticos, orientando-se o sector na criação de mais produtos turísticos inteligentes de Macau”, conclui Helena de Senna Fernandes.