Edição do dia

Sábado, 18 de Maio, 2024
Cidade do Santo Nome de Deus de Macau
nuvens dispersas
26.9 ° C
30.4 °
25.9 °
78 %
5.1kmh
40 %
Sáb
27 °
Dom
25 °
Seg
24 °
Ter
24 °
Qua
24 °

Suplementos

PUB
PUB
Mais
    More
      InícioCulturaFenómenos meteorológicos extremos vs. património cultural: Uma guerra que Macau quer vencer

      Fenómenos meteorológicos extremos vs. património cultural: Uma guerra que Macau quer vencer

      Os crescentes fenómenos meteorológicos extremos têm colocado em risco o património cultural da Grande Baía e, nomeadamente, de Macau. No webinar organizado ontem pelo Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (ICOMOS, na sigla inglesa), responsáveis do Instituto Cultural (IC) detalharam os trabalhos relativamente à protecção do património face a tempestades e tufões. Leong Wai Man, presidente do IC, alertou que o papel estratégico de Macau enquanto plataforma comercial está “constantemente a ser testado” devido à interferência dos fenómenos meteorológicos.

       

      O património construído partilhado e a sua relação com os fenómenos meteorológicos extremos foi o foco da discussão do webinar realizado ontem pelo Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (ICOMOS, na sigla inglesa), a propósito das comemorações do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios. A arquitecta Maria José de Freitas, presidente do Comité Científico Internacional sobre o Património Construído Compartilhado (ISCSBH, na sigla inglesa) do ICOMOS, assinalou que o património de Macau está vulnerável a tempestades e tufões.

      Leong Wai Man, presidente do Instituto Cultural (IC), participou na sessão através de um vídeo. A responsável do Governo começou por notar que, desde há mais de 400 anos, Macau é um “portal” entre a China e o Ocidente e desempenha um papel importante a nível comercial. No entanto, devido ao impacto dos fenómenos meteorológicos extremos no património construído, esse papel está “constantemente a ser testado”.

      Por conseguinte, Leong Wai Man garantiu que o IC está “activamente a procurar encontrar soluções preventivas e melhorar os mecanismos de resposta específicos para os diferentes fenómenos naturais, a fim de minimizar os potenciais danos”.

      Jeff Ho, chefe de divisão de conservação património cultural, falou no webinar e detalhou os trabalhos do instituto na salvaguarda do património face aos fenómenos meteorológicos. O responsável notou que os fenómenos meteorológicos extremos têm colocado em risco o património e explicou que, de acordo com a lei da salvaguarda do património, o IC deve tomar iniciativa de dar assistência para a melhoria das condições de protecção do património cultural de Macau, bem como monumentos e espaços religiosos abertos ao público.

      Nestes casos, antes da chegada dos tufões, o IC deve avisar os donos ou gestores destes espaços para implementar os trabalhos preventivos para proteger estes espaços, como construir canais de água e reforçar portas e janelas, por exemplo. Além disso, deve enviar funcionários ao local para fazer a inspecção. Durante a passagem dos tufões, o IC deve ir monitorizando estes espaços para ir conhecendo, em tempo real, a sua situação. Após os tufões, são enviados funcionários para inspeccionar o local e, se houver danos, o IC tem de dar assistência ao dono ou gestor.

      Em conclusão, Jeff Ho indicou que o IC vai construir um centro para a protecção do património cultural durante situações de fenómenos climatéricos extremos.

      Ainda no primeiro painel do webinar, Joseph Lee, presidente da Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau (MUST, na sigla em inglês), falou sobre como Hong Kong tem lidado com as alterações climáticas e o seu efeito no património construído. O académico deu os exemplos da drenagem das águas pluviais na zona de Mong Kok e do Happy Valley, através de túneis subterrâneos que levam a água até ao mar, usando ainda depósitos de armazenamento.

      O webinar contou ainda com a participação da urbanista Wu Xiaoli e Ning Liu, que abordaram a adaptação da Grande Baía e do Delta do Rio Yangtze ao desenvolvimento costeiro, dando os exemplos de Shenzhen e de Xangai. Por fim, a professora da Universidade de São José Cristina Calheiros falou sobre infraestruturas verdes e da sua utilidade para tornar as cidades mais resilientes.

       

      PONTO FINAL

      Ponto Final
      Ponto Finalhttps://pontofinal-macau.com
      Redacção do Ponto Final Macau