Governo não dá data para a conclusão da ampliação da ciclovia da marginal da Taipa

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FOTOGRAFIA: GONÇALO LOBO PINHEIRO

Numa interpelação escrita apresentada por Lei Chan U ao Governo, o deputado perguntava quando é que as obras de extensão da ciclovia da marginal da Taipa em direcção ao Pac On estariam concluídas. Na resposta, o Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) não deu pormenores. Disse apenas que o projecto terá de aguardar pela entrada em vigor do Plano Director.

 

O Governo tem planos para unir a ciclovia da marginal da Taipa à ciclovia Flor de Lótus, ampliando-as em mais 1,5 quilómetros. No seu todo, a ciclovia terá 7,5 quilómetros. Inicialmente, estava previsto que as obras fossem concluídas em 2019. O projecto parece estar, para já, em ‘stand-by’, à espera da entrada em vigor do Plano Director de Macau.

Numa interpelação escrita endereçada ao Governo no final do ano passado, o deputado Lei Chan U perguntou às autoridades qual o ponto de situação das obras de extensão da ciclovia e quando é que o projecto estará concluído. Na resposta, encaminhada ontem pelo deputado às redacções, o Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) indicou que a obra está envolvida no Plano Director da RAEM (2020-2040) e, por isso, é necessário aguardar a sua entrada em vigor.

Após a entrada em vigor do Plano Director, o organismo liderado por José Tavares vai “ajustar com os serviços competentes para desenvolver, em conjunto, a área costeira da marginal norte da Taipa, esforçando-se para criar um espaço na encosta com óptima qualidade de vida e construir uma cidade habitável”.

O IAM lembrou também que, “devido à localização da conexão entre as duas ciclovias estar situada na foz da zona de embarcações de recreio de Coloane, a forma mais adequada para a ligação entre ambas seria uma ponte, sendo que para decidir o grau de inclinação desta deve-se obrigatoriamente ponderar a passagem de bicicletas e de barcos e, ao mesmo tempo, também é necessário considerar a questão do planeamento de vias navegáveis”.

O IAM acrescentou que já pediu pareceres sobre o ‘design’ da ponte em causa e irá “fazer a revisão do planeamento consoante as respostas com os pareceres, de modo a impulsionar, ordenadamente, a implementação do item”.

Na sua interpelação escrita, Lei Chan U recordava também que, já em 2018, tinha questionado o Governo sobre o projecto, sendo que o IAM lhe respondeu que a solução preferível para a ligação entre as duas ciclovias implicava a construção de um viaduto, em detrimento da construção de uma ponte móvel. “Contudo, já passaram três anos e o projecto de construção ainda não está definido”, afirmou agora Lei Chan U.

Em 2018, as autoridades tinham indicado que o projecto obrigaria a um investimento de cerca de 18 milhões de patacas. Na altura, o Governo apontava para que a inauguração da obra fosse em 2019.

 

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