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      InícioÁsiaEx-procurador-geral é o candidato da oposição às presidenciais na Coreia do Sul

      Ex-procurador-geral é o candidato da oposição às presidenciais na Coreia do Sul

       

      O ex-procurador-geral conservador da Coreia do Sul, que pediu garantias de segurança dos Estados Unidos para neutralizar as ameaças nucleares norte-coreanas, é o candidato do principal partido da oposição às eleições presidenciais de março de 2022.

       

      “O governo deve estar muito assustado e a sentir amargura por causa da minha vitória nas primárias do partido. Com certeza vou conseguir uma mudança de poder, com certeza que vou reconstruir uma nova República da Coreia”, disse Yoon Suk Yeol, durante o discurso de vitória.

      Yoon Suk Yeol, de 60 anos, passou a maior parte da sua carreira como procurador-geral, mas é um novato na política. Na convenção do Partido do Poder do Povo (oposição), ocorrida ontem, foi anunciado que Yoon Suk Yeol venceu as primárias com 47,8% dos votos contra 41,5% do seu principal rival, Hong Joon-pyo.

      Sondagens recentes revelaram que Yoon Suk Yeol estaria próximo nas intenções de voto face a Lee Jae-myung, candidato do partido liberal no poder, que prometeu adotar uma política de apaziguamento da Coreia do Norte e adoptar uma diplomacia pragmática entre Washington e Pequim.

      A disputa entre os dois candidatos provavelmente intensificará ainda mais a severa polarização doméstica na Coreia da Sul, num momento em que enfrenta crescentes ameaças nucleares norte-coreanas, uma intensa rivalidade entre os Estados Unidos e China e vários problemas económicos.

      Uma vitória de Yoon Suk Yeol pode levar a Coreia do Sul a tomar medidas para fortalecer a sua aliança militar com os Estados Unidos, enquanto as relações com a Coreia do Norte e a China podem degradar-se.

      Por seu turno, se Lee Jae-myung ganhar, vai tentar reforçar os laços com a Coreia do Norte, mas pode não ser capaz de convencer o país comunista a abandonar o programa nuclear, partilhando o legado do seu colega de partido e actual presidente Moon Jae-in, cujo único mandato de cinco anos termina em maio do próximo ano.

      Yoon Suk Yeol foi procurador-geral de Moon Jae-in, tendo liderado a controversa campanha anticorrupção do presidente, que se concentrou principalmente nos conservadores, incluindo aqueles alinhados com o Partido do Poder do Povo. Mas Yoon Suk Yeol envolveu-se num conflito político com os aliados de Moon Jae-in depois de algumas das suas investigações terem tido como alvo associados do Presidente sul-coreano.

      Os apoiantes de Moon Jae-in argumentaram que as investigações de Yoon Suk Yeol foram motivadas para elevar a sua posição política ou interromper o impulso de Moon Jae-in para reformar a Procuradoria-Geral. Yoon Suk Yeol negou os argumentos, dizendo que as investigações seguiram os procedimentos devidos e justos.

      A luta política interna desencadeou uma tempestade, minou o ímpeto anticorrupção de Moon Jae-in e aumentou a popularidade de Yoon Suk Yeol, que acabou por renunciar ao cargo de procurador-geral em março e ingressou no Partido do Poder do Povo em julho.

      Yoon Suk Yeol desde então comprometeu-se a esforçar-se para acabar com o governo liberal, acusando-o de “atropelar a equidade e a justiça” e de ser “corrupto” e “antiquado”. Os opositores de Yoon Suk Yeol atacaram-no por falta de experiência em segurança e noutras questões importantes.

       

      Ponto Final
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      Redacção do Ponto Final Macau