Nova Zelândia anuncia vacinação obrigatória para sector educativo e de saúde

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In this Friday, April 17, 2020, photo, medical staff test shoppers who volunteered at a pop-up community COVID-19 testing station at a supermarket carpark in Christchurch, New Zealand. New Zealand has set itself an ambitious goal of not just containing the coronavirus, but eliminating it altogether. Experts believe the country could pull it off, thanks to its geography and decisive early actions by Prime Minister Jacinda Ardern, who has put the country into a strict lockdown. But whatever happens, the country will continue feeling the effects of the pandemic, which has hobbled its vital tourism industry. (AP Photo/Mark Baker)

Os profissionais de saúde e do sector educativo da Nova Zelândia vão ser obrigados a vacinar-se contra a covid-19, anunciou ontem o governo neozelandês. De acordo com a Associated Press (AP), os médicos, farmacêuticos, enfermeiros e outros trabalhadores do setor da saúde deverão completar a vacinação até 1 de Dezembro, ao abrigo das novas regras anunciadas pelo executivo.

Os professores e outros trabalhadores do setor da educação deverão receber as duas doses da vacina até janeiro do próximo ano.

O ministro da Educação, Chris Hipkins, responsável igualmente pela resposta à covid-19, disse que muitos destes profissionais já estão vacinados, mas que é importante que outros o façam, porque lidam com doentes e crianças que ainda não podem tomar a vacina. “Não é uma decisão fácil, mas precisamos que as pessoas que trabalham com comunidades vulneráveis e que ainda não foram vacinadas deem mais este passo”, disse.

O anúncio surge numa altura em que o país combate um surto da variante Delta do novo coronavírus na cidade de Auckland.

A primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, disse ontem que a cidade permanecerá em isolamento pelo menos mais uma semana, enquanto as regiões próximas de Waikato e Northland poderão aliviar as restrições a partir de quinta-feira, se não houver propagação significativa do vírus.

Auckland está confinada há quase dois meses, desde que o surto foi descoberto, em meados de Agosto. Na segunda-feira, a cidade registou 35 infecções, elevando o total de casos diagnosticados durante este surto para cerca de 1.600.

Na semana passada, a primeira-ministra da Nova Zelândia anunciou o abandono da estratégia de eliminação total da covid-19 e a adopção de um novo modelo que tenha em conta as taxas de vacinação para flexibilizar as restrições à circulação.

Cerca de 68% dos neozelandeses já tomaram pelo menos uma dose da vacina, estando 47% totalmente vacinados. Entre os que têm 12 anos ou mais, a taxa de vacinação sobe para 82% e 57%, respectivamente.

O governo anunciou ainda um acordo de compra de 60.000 doses de um novo medicamento experimental contra a covid-19 produzido pelo laboratório norte-americano Merck, que aguarda a aprovação dos reguladores neozelandeses. Desde o início da pandemia, a Nova Zelândia acumulou 4.700 casos de covid-19 e 28 mortes provocadas pela doença.