Edição do dia

Quarta-feira, 28 de Fevereiro, 2024
Cidade do Santo Nome de Deus de Macau
nuvens dispersas
15.9 ° C
18.9 °
15.9 °
77 %
2.1kmh
40 %
Qua
20 °
Qui
21 °
Sex
17 °
Sáb
15 °
Dom
20 °

Suplementos

PUB
PUB
Mais
    More
      Início Ásia Milhares de viaturas nas avenidas de Banguecoque em protesto contra Governo

      Milhares de viaturas nas avenidas de Banguecoque em protesto contra Governo

      Milhares de carros e motocicletas cruzaram ontem as principais avenidas de Banguecoque, capital da Tailândia, para protestar contra as medidas do governo do primeiro-ministro Prayut Chan-ocha para enfrentar a pandemia. Segundo a agência espanhola, Efe, desde o meio-dia, veículos circulam pelas ruas da cidade buzinando durante uma manifestação que visa chegar à casa do governante, localizada numa base militar na zona norte da capital. Embora o movimento antigovernamental seja liderado principalmente por grupos de jovens universitários que exigem a renúncia imediata do primeiro-ministro, outras plataformas diferentes ligadas à oposição política juntaram-se ao protesto. Entre eles, os conhecidos como “camisas vermelhas” e seguidores do ex-primeiro-ministro no exílio Thaksin Shinawatra, figura política que até há alguns meses agregava simpatia e animosidade em partes similares, mas que com os protestos tem conseguido reabilitar a sua imagem. A Tailândia preveniu com sucesso a propagação do vírus durante o primeiro ano da pandemia, mas desde abril a situação começou a deteriorar-se após um surto de covid-19 detectado em vários estabelecimentos nocturnos em Banguecoque. O país acumula 907.157 casos confirmados, dos quais mais de 95% foram detectados desde Abril, e 7.551 óbitos, quase 99% nesta vaga. Soma-se a esse agravar da situação de saúde a desorganizada campanha de vacinação contra o vírus, com inúmeras mensagens oficiais contraditórias e erros de comunicação do executivo. A economia tailandesa, onde o turismo é um dos pilares, foi duramente atingida pelo encerramento das fronteiras, enquanto o governo se manteve impassível diante dos pedidos de ajuda económica para os setores mais afectados. Para conter o surto atual, que regista cerca de 20 mil casos e cerca de 200 mortes por dia, as autoridades impuseram uma série de medidas, incluindo recolher obrigatório e proibição de reuniões públicas. A polícia tentou dissolver outras manifestações organizadas ao longo desta semana, lançando bombas de gás lacrimogéneo e disparando balas de borracha, enquanto alguns dos participantes responderam atirando pedras. Além da renúncia de Prayut, o general que liderou o golpe de estado de 2014 e venceu as polémicas eleições de 2019, alguns dos grupos reclamam uma profunda reforma democrática do país, que chegue à Casa Real, com fortes vínculos com o exército e um papel fundamental na política tailandesa.

       

      Ponto Finalhttps://pontofinal-macau.com
      Redacção do Ponto Final Macau