Sete detidos num caso de assalto e agressão a um agente da PJ

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Um agente da Polícia Judiciária foi agredido e vítima de um assalto, por várias pessoas, enquanto estava em serviço na zona do Cotai. As autoridades detiveram sete suspeitos, incluindo três residentes, dois tailandeses, um filipino e um cidadão do Continente.

 

A Polícia Judiciária (PJ) deteve sete pessoas por suspeitas de agressão e assalto a um investigador criminal que estava a realizar uma investigação. Após o incidente, o agente ficou com ferimentos ligeiros e conseguiu recuperar o telemóvel, mas este estava gravemente danificado.

A detenção foi ontem anunciada numa conferência de imprensa. Entre os envolvidos estão três residentes de Macau e quatro trabalhadores não-residentes, incluindo dois tailandeses, um filipino e um residente do interior da China. Todos são homens, com idades compreendidas entre 31 e 64 anos. Duas pessoas foram também levadas à esquadra para investigação enquanto testemunhas.

De acordo com a PJ, citada pelo Jornal Ou Mun, o caso ocorreu na noite da passada quinta-feira, nas imediações de um hotel no Cotai, onde o investigador criminal levava a cabo um trabalho de investigação, e os suspeitos encontravam-se na zona por motivos de entretenimento.

Nessa altura, o agente foi abordado por um indivíduo, residente e o primeiro suspeito no caso, e foi questionada a razão da sua presença no local. Oito pessoas acompanhavam o indivíduo e avançaram em grupo para cercar o polícia.

A investigação aponta que o grupo não sabia que se tratava de um agente da PJ quando o rodearam. “A vítima, para não prejudicar o trabalho de investigação, não revelou imediatamente a sua identidade”, adiantou a PJ.

Mais tarde, um dos suspeitos de nacionalidade tailandesa agarrou o investigador no pescoço por trás para restringir os seus movimentos, ao mesmo tempo que os restantes indivíduos o imobilizavam. Outros dois residentes envolvidos no caso avançaram para agredir o agente com murros e bofetadas, e um dos agressores roubou o telemóvel da vítima.

O agente, que sofreu lesões leves no pescoço e braço, revelou de seguida a sua identidade, o que levou o grupo a afastar-se do local de imediato, excepto o primeiro suspeito. “O primeiro suspeito, após tomar conhecimento sobre a identidade da vítima, mudou imediatamente de atitude e, sob o pretexto de ajudar o agente a procurar o telemóvel roubado, impediu-o de perseguir os outros envolvidos”, salientou o porta-voz da PJ. “Aproveitou também para abandonar o local enquanto a vítima notificou os seus superiores”, acrescentou.

A vítima foi depois encaminhada para hospital para receber tratamento médico, sem necessidade de internamento. Além disso, o lesado acabou por recuperar o telemóvel roubado nas proximidades, que apresentava danos graves.

Os suspeitos foram posteriormente identificados e interceptados na Taipa e em Coloane. Foram ontem transferidos ao Ministério Público sob suspeita de roubo, ofensas à integridade física e danos criminais.

De acordo com a PJ, os sete detidos conheciam-se, mas não a vítima. Os motivos da prática de agressão e roubo ainda não foram apurados, “mas não há indícios de que o crime tenha sido premeditado”, considera a polícia.

As autoridades recusaram avançar sobre os motivos que levaram o agente a realizar investigação sozinho, justificando que se trata de uma questão relacionada com o destacamento policial e não era possível divulgar essa informação. Entretanto, confirmaram que o agente não tinha filmado os suspeitos durante o trabalho, nem recorrido à sua arma durante o incidente.