Indonésia revoga permissão de exploração mineira após extração de níquel

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A Indonésia anunciou que retirou a permissão de exploração mineira a quatro de cinco empresas em atividade no arquipélago Raja Ampat, onde as consequências ambientais por extração de níquel estão a provocar custos elevados. O presidente da Indonésia, Prabowo Subianto, “decidiu que o governo revogaria as permissões de exploração mineira de quatro empresas nas [ilhas] Raja Ampat”, anunciou aos jornalistas o ministro da Secretaria de Estado, Prasetyo Hadi. Segundo o ministro da Energia, Bahlil Lahadalia, essas empresas violaram os regulamentos em vigor. “Pensamos que essa região deve ser protegida”, acrescentou. O arquipélago de Raja Ampat, situado na província de Papua Sudoeste, faz parte do “triângulo de corais” e são consideradas das zonas de recifes mais preservadas do mundo. São célebres pelas suas águas azuis cristalinas, tornando-as um lugar popular para mergulho.

A Greenpeace Indonésia alertou para a situação na semana passada, ao publicar vídeos que se tornaram virais sobre as consequências ambientais dos programas de extração de níquel em três ilhas do arquipélago. Segundo essa organização não-governamental (ONG), essas atividades de exploração nas ilhas de Gag, Kawe e Manuran levaram à destruição de mais de 500 hectares de floresta e vegetação. Os defensores do ambiente lembraram que o coral e a vida marinha estão ameaçados pelas explorações de extração, mas o ministro da Energia, Bahlil Lahadalia, estimou que as zonas ao redor não tenham sido afetadas. “Se as pessoas disserem que os recifes corais do oceano foram danificados, venham vocês mesmo constatar. Tenham atenção para distinguir o que é real do que não é”, declarou. A Greenpeace Indonésia saudou a medida, mas apelou para que se faça mais. “Apreciamos esta decisão, mas devemos assegurar que a decisão será implementada. Devemos ter a certeza que eles [as empresas] cessam” a sua atividade”, reagiu a Greenpeace Indonésia à agência AFP. Na resposta à agência de notícias, a Greenpeace Indonésia apelou ao Governo para restaurar as zonas onde as empresas levaram à desflorestação. Num relatório publicado na semana passada, a ONG Climate Rights International afirmou que o Governo indonésio permitiu às empresas de extração de níquel nas ilhas Maluku de cometerem danos ambientais e ilegalidades contra as populações indígenas sem que nada tivesse sido feito.