As concessionárias de jogo terão recebido um pedido do Governo para pararem ou limitarem o fornecimento de snacks gratuitos aos clientes. A medida não foi confirmada pelas autoridades, mas fonte conhecedora citada pelo portal Inside Asian Gaming diz que as autoridades pretendem controlar o serviço de comida gratuita devido a um eventual impacto no negócio das Pequenas e Médias Empresas locais. Os Serviços de Turismo negaram, num programa da rádio, que a comida gratuita nos casinos afecte os gastos dos turistas em Macau.
O Governo terá pedido às operadoras de casino de Macau para terminarem o fornecimento de snacks gratuitos aos clientes, alegadamente devido à preocupação de que o serviço tenha um impacto negativo na sobrevivência das Pequenas e Médias Empresas (PME) locais. O caso foi avançado pelo Inside Asian Gaming, sendo que nas redes sociais surgem também vários rumores sobre a alegada intervenção do Governo neste sentido.
Citado pelo Inside Asian Gaming, Billy Song, presidente da Associação de Jogos com Responsabilidade de Macau, afirmou ter recebido a informação há alguns dias e disse acreditar que os casinos vão mudar gradualmente o modo de servir snacks gratuitos num futuro próximo. “Os snacks gratuitos irão, de facto, aumentar o fluxo de visitantes dos casinos. Mas, se isso vai ou não reduzir o espaço de sobrevivência das PME, os casinos podem ter isso em consideração e fazer ajustes para cumprir a sua responsabilidade social”, explicou.
Outras informações apontam que as autoridades querem reduzir e controlar a escala do serviço de snacks gratuitos, uma vez que todos os casinos estão a fornecer este tipo de comida. O portal de notícias refere ainda que algumas PME, que tiveram negócio com as concessionárias, têm sofrido com o cancelamento de muitas encomendas de snacks.
Recorde-se que, depois da pandemia, os casinos em Macau começaram a oferecer refeições ligeiras e bebidas gratuitas aos clientes, independentemente de se consumirem no local ou serem jogadores.
Nas redes sociais têm surgido publicações do interior da China e de Hong Kong a fornecer dicas de viagem a Macau a sugerirem “viagem a custo zero” ao território, aproveitando a oferta de viagem de autocarros directos aos casinos e de snacks.
No entanto, algumas pessoas relataram na plataforma de redes sociais do Continente Xiaohongshu (Little Red Book) que terminaram os snacks gratuitos em casinos, pelo menos o fornecimento de “Moutai Latte”, na Wynn Macau, e o “gelado com folhas de ouro”, no Parisian, acrescentando que o serviço de snacks se limita agora apenas aos titulares de cartão de membro dos casinos.
O fornecimento de snacks gratuitos nos casinos foi também um dos temas abordados ontem no Fórum Macau, programa da Rádio Macau no canal chinês, onde o subdirector dos Serviços de Turismo (DST) realçou que as despesas não jogo dos turistas em Macau subiram em relação a 2019, apesar de os casinos oferecerem refeições ligeiras.
A discussão surgiu após o telefonema de um residente ao programa manifestando preocupação de que a referida prática dos casinos afecte a operação das empresas locais, pelo facto de os KOL (Key Opinion Leaders) do interior da China ensinarem como viajar a Macau a custo zero.
Cheng Wai Tong, subdirector do DST, argumentou que “a despesa per capita dos turistas aumentou e, mesmo com refeições ligeiras gratuitas, os turistas continuam a gastar mais em Macau”. O responsável destacou o aumento das despesas dos visitantes japoneses e coreanos, com uma subida de 21% e 71%, respectivamente, face à época antes da pandemia, sendo que “o consumo dos turistas do Continente também cresceu”.











