Os representantes de Macau da Assembleia Popular Nacional (APN) e da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês (CCPPC) deslocaram-se ontem para Pequim no âmbito das “Duas Sessões”, plenárias nacionais do governo chinês. Alvis Lo, director dos Serviços de Saúde e delegado da CCPPC, vai propor visto de turistas chineses para fins médicos com múltiplas entradas a Macau. Já Kou Kam Fai, também deputado, vai sugerir o alargamento da educação patriótica.
Alvis Lo, director dos Serviços de Saúde, vai propor nos próximos dias ao órgão consultivo do governo chinês a criação de um visto, de múltiplas entradas, para fins médicos, o que visa permitir aos residentes do interior da China e aos seus acompanhantes que viajam para Macau por várias vezes durante o período do seu tratamento médico.
Considerando que Macau já dispõe de sistemas, políticas e medidas para o desenvolvimento de ‘Big Health’, o também delegado da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês (CCPPC) disse que o próximo passo é pensar na forma de atrair mais turistas médicos para Macau.
A proposta será submetida a Pequim, durante a segunda sessão da 14.ª CCPPC, que vai dar início hoje, pelas 15h, no Grande Salão do Povo, e termina no próximo domingo, dia 10, sendo uma sessão de seis dias. Uma delegação de representantes de Macau na Assembleia Popular Nacional (APN) e na CCPPC partiram ontem para a capital chinesa, para participar nas “Duas Sessões”. Já as reuniões da APN vão começar amanhã.
Citado pelo Jornal Ou Mun, Alvis Lo sugeriu que seja implementado um plano piloto para o visto para fins médicos em nove cidades da Grande Baía, sendo depois alargado gradualmente a toda a província de Guangdong e até a todo o país.
“Se os residentes do interior da China vierem a Macau para tratamento médico, poderão ter de entrar e sair por várias vezes de Macau durante um determinado período. Com este tipo de visto, será mais conveniente para os utentes de serviços médicos, e poderão utilizar tecnologia médica avançada e novos medicamentos de Macau para prestar melhores serviços médicos aos residentes da Grande Baía”, salientou.
Neste aspecto, o líder das autoridades de saúde assinalou que o território está equipado com uma equipa médica com experiência profissional em diferentes especialidades, estando o Governo dedicado a atrair talentos no domínio dos cuidados de saúde. Alvis Lo destacou ainda que Macau tem a vantagem de um prazo mais curto para a aprovação de novos medicamentos, garantindo assim o acesso a novos medicamentos por parte dos doentes necessitados. Segundo o responsável, entre 2022 e 2023, foram aprovados 53 novos medicamentos para registo e comercialização em Macau, cujo fim de tratamento abrange doenças malignas, doenças cardiovasculares, doenças da pele, doenças neurológicas e doenças infecciosas.
Outro membro da CCPPC, Kou Kam Fai, deputado à Assembleia Legislativa, disse estar atento ao desenvolvimento da educação patriótica em Macau, esperando em particular uma educação do patriotismo com uma maior escala e alta qualidade. Segundo o canal chinês da TDM, o também director da Escola Pui Ching quer também medidas para as universidades locais operarem actividades pedagógicas em Hengqin.
Já Kevin Ho, membro da APN, vai sugerir a emissão de um visto desportivo para os “quadros qualificados do desporto” residentes do Continente, de modo a simplificar a sua deslocação a Macau e ajudar a promover o intercâmbio e a cooperação desportiva na Grande Baía. O empresário sublinhou que o eventual lançamento da medida pode articular-se com a aposta na construção da “Cidade do desporto” de Macau deste governo, facilitando ao mesmo tempo a realização dos Jogos Nacionais no próximo ano.
Chefe do Executivo em Pequim para assistir à 14.ª Assembleia Popular Nacional
Ho Iat Seng deslocou-se a Pequim, lá permanecendo entre hoje e dia 6 de Março, com a finalidade de assistir à abertura da Segunda Sessão da 14.ª Assembleia Popular Nacional, evento que decorrerá no dia 5. No período de ausência do Chefe de Executivo, o secretário para a Administração e Justiça, André Cheong, irá exercer, interinamente, as funções do dirigente máximo da RAEM.












