A Coreia do Norte alertou ontem a população para a previsão de temperaturas extremas, sem referir quaisquer vítimas, na primeira indicação do efeito de uma onda de calor que afecta a Ásia Oriental há uma semana.
As temperaturas elevadas provocaram a morte de 17 pessoas na vizinha Coreia do Sul no fim de semana, mas até agora nada se sabia sobre a Coreia do Norte, cujo regime é parco em informações sobre a vida no país.
A imprensa estatal divulgou ontem medidas adoptadas pelas autoridades, face à possibilidade de as temperaturas atingiram os 37 graus Celsius em algumas zonas do país, de acordo com a agência espanhola EFE.
O jornal Rodong aconselhou os idosos a evitarem actividades ao ar livre e a população em geral a manter-se hidratada, alertando para os “graves danos causados ao corpo pelo calor extremo”.
Segundo o principal jornal norte-coreano, as unidades de saúde estarão preparadas para tratar as potenciais vítimas de golpes de calor.
O Rodong destacou a “importante tarefa política” de preparar o país para ondas de calor, tufões e chuvas torrenciais, em consonância com a tarefa de “cumprir os principais objectivos económicos” estabelecidos pelo líder Kim Jong-un.
Pyongyang aprovou 12 objectivos económicos para o ano em curso, entre os quais o aumento da produção de cereais, em linha com a intenção de aumentar a autossuficiência alimentar.
Os meios de comunicação social norte-coreanos também noticiaram ontem os trabalhos em curso em várias regiões para “fazer face às catástrofes resultantes de condições meteorológicas anormais”.
O Rodong mencionou especificamente os trabalhos de reparação dos sistemas de esgotos e de drenagem de água na região da capital, Pyongyang, e nas províncias de Hamgyong do Norte e do Sul e de Kangwon. A imprensa norte-coreana não fez referência a quaisquer danos ou vítimas das intempéries.
Além dos 17 mortos associados ao calor, a Coreia do Sul foi afectada em meados de julho por chuvas torrenciais que provocaram cerca de meia centena de mortos ou desaparecidos, incluindo 14 pessoas que morreram num túnel rodoviário inundado.
A onda de calor também afeta o Japão, que se prepara entretanto para a previsível aproximação do tufão Khanun, uma tempestade que provocou 14 mortos e mais de 300 mil desalojados nas Filipinas.
As autoridades de Okinawa (sul) apelaram ontem a centenas de milhares de pessoas para que procurem abrigo devido à tempestade, que varreu o Oceano Pacífico com ventos superiores a 160 quilómetros por hora.
Na vizinha China, pelo menos 11 pessoas morreram e 27 estão desaparecidas na sequência de chuvas torrenciais em Pequim, numa altura em que o país se prepara para a aproximação do terceiro tufão em duas semanas.
O tufão Doksuri atingiu a província de Fujian (sudeste) na sexta-feira, cerca de uma semana depois da passagem do Talim, e prevê-se que o Khanun chegue ao Mar da China Oriental esta quarta-feira. Lusa











