Chefe do Executivo de Hong Kong pede preparação para “resistência suave”

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epa10720261 Chief Executive John Lee (4-L), former Chief Executives Leung Chun-ying (3-L), Donald Tsang Yam-kuen (3-R) and Carrie Lam (R), sing the national anthem during a flag-raising ceremony at the Golden Bauhinia Square to mark the 26th anniversary of the handover of Hong Kong to China in Hong Kong, China, 01 July 2023. The city marks the 26th anniversary of the former British colony's return to Chinese rule and the establishment of the Hong Kong Special Administrative Region of the People's Republic of China (Hong Kong SAR or HKSAR) on 01 July 2023. EPA/Bertha WANG

O Chefe do Executivo de Hong Kong, John Lee, alertou, no dia do 26.º aniversário do “regresso” da antiga colónia britânica à China, que a cidade deve estar preparada para “forças destrutivas empenhadas numa resistência suave”. John Lee defendeu que Hong Kong é agora “largamente estável”, mas que continua a ser alvo de ataques por países que se opõem à ascensão da China.

“Há também forças destrutivas empenhadas numa resistência suave, escondidas dentro de Hong Kong”, disse, citado pela agência France-Presse (AFP), acrescentando que deve haver uma postura de “vigilância” e de “tomar a iniciativa para proteger a segurança nacional”.

A Grã-Bretanha entregou a sua antiga colónia à China em 1997, dando lugar a um modelo conhecido como “um país, dois sistemas”, destinado a garantir as liberdades fundamentais e uma certa autonomia.

Até 2019, o dia 1 de Julho era uma oportunidade para demonstrar as liberdades que a cidade gozava em relação à China continental, agrupando milhares de residentes que marchavam para celebrar e expressar as suas reivindicações políticas e sociais. No entanto, a marcha não se realizou nos últimos dois anos, com a polícia a limitá-la, oficialmente, por razões de saúde e segurança.

Os críticos do Governo acusam a lei de segurança nacional imposta por Pequim em 2020, após os protestos de 2019, anulou as liberdades prometidas, sendo que desde que a lei entrou em vigor, muitas figuras da oposição foram detidas ou estão no exílio.

Sábado, as ruas estavam calmas, tendo a polícia dito que não recebeu qualquer pedido de desfile. Ainda assim, de acordo com a imprensa local, mais de 6.000 agentes das forças de segurança foram destacados para a cidade para a manutenção da ordem.

No seu discurso, John Lee enalteceu o regresso “rápido à normalidade” que o centro financeiro está a registar, depois dos impactos da pandemia da covid-19.

Responsável pela resposta de segurança de Hong Kong após os protestos de 2019, Lee foi empossado como chefe do executivo local em 1 de Julho de 2022, sem oposição e com o apoio de Pequim. Para este ano, John Lee estima que o produto interno bruto de Hong Kong cresça entre 3,5% e 5,5%.