A elevação da eficiência de governação e a melhor integração no desenvolvimento nacional das RAE foram novamente mencionadas no relatório de Li Qiang, primeiro-ministro chinês, apresentado na sessão inaugural da Assembleia Popular Nacional (APN). O Chefe do Executivo, Sam Hou Fai, manifestou apoio e diz que a prestação de serviços ao país é a “base fundamental” para o desenvolvimento sustentável de Macau. O líder do Governo quer ainda aproveitar as vantagens da fusão das culturas chinesa e ocidental de Macau e elevar a competitividade global da cidade.
Iniciou-se ontem em Pequim a quarta sessão da 14.ª Assembleia Popular Nacional (APN), com uma agenda de oito dias que termina na próxima quinta-feira. O Chefe do Executivo de Macau, que esteve na capital chinesa para a abertura da sessão, aponta à integração na conjuntura do desenvolvimento nacional e à prestação de serviços ao país como “base fundamental” para a concretização do desenvolvimento sustentável de Macau.
Sam Hou Fai reiterou que irá potenciar as vantagens institucionais do princípio ‘um país, dois sistemas’ e as vantagens da fusão das culturas chinesa e ocidental de Macau, elevando, de forma abrangente, a competitividade global da cidade, bem como participando no desenvolvimento da Grande Baía e da iniciativa ‘Uma Faixa, Uma Rota’.
Entre as metas definidas, o Governo pretende ainda aprofundar o desenvolvimento com Hengqin e alargar a amplitude e a profundidade da diversificação da economia, além de acelerar o desenvolvimento das indústrias prioritárias, designadamente a indústria financeira moderna, de ‘big health’ da medicina tradicional chinesa, de inovação científica e tecnológica, de convenções, exposições e comércio e de cultura e turismo. O objectivo é de “impulsionar a modernização industrial e a transformação urbana” e promover o desenvolvimento de vários domínios locais.
O líder do Governo local assistiu ontem, no Grande Palácio do Povo em Pequim, à apresentação do primeiro-ministro do Conselho de Estado, Li Qiang, sobre o relatório de trabalho do Governo Central. Citado numa nota de imprensa, Sam referiu que “aprendeu e compreendeu profundamente” o espírito importante e as principais políticas.
Recorde-se que o primeiro-ministro chinês, Li Qiang, salientou no seu relatório a necessidade de implementar, com firmeza, os princípios ‘um país, dois sistemas’, ‘Macau governado pelas suas gentes’ com alto grau de autonomia, bem como o princípio de ‘Macau governado por patriotas’.
Li Qiang destacou ainda que se irá elevar a eficiência da governação segundo a lei e promover o desenvolvimento económico e social de Hong Kong e Macau, adiantando que vai apoiar uma melhor integração das RAE na conjuntura do desenvolvimento nacional e na prestação de serviços ao país, “potenciar as vantagens únicas e o papel importante de apoio do país e interligação com o mundo, e impulsionar a prosperidade e estabilidade a longo prazo de Hong Kong e Macau”, enfatizou.
Nesse sentido, Sam Hou Fai entende que o Governo Central deu sempre elevada importância ao desenvolvimento contínuo de Macau, prestando também “profunda atenção e forte apoio” à RAEM. Observou que este ano marca o início da concretização dos objectivos e das tarefas do 15.º Plano Quinquenal Nacional, pelo que o Governo “agarrará firmemente as oportunidades” geradas pelas estratégias nacionais para o desenvolvimento de Macau.
Sam Hou Fai, nesse sentido, disse que o Governo está “confiante” no futuro trabalho da acção governativa, uma vez que, no ano passado, os principais objectivos da acção governação foram praticamente alcançados e o primeiro ano da acção governativa do novo governo teve um “início estável”.
Para o futuro, segundo o Chefe do Executivo, Macau irá continuar a defender com firmeza a soberania, a segurança e os interesses do desenvolvimento nacional, destacando que a RAEM “está confiante e tem capacidade” para criar uma nova conjuntura de desenvolvimento com maior prosperidade e estabilidade em Macau.
CAIXA
DIVULGAÇÃO DO 15.º PLANO QUINQUENAL NACIONAL
O Governo Central apresentou o 15.º Plano Quinquenal Nacional, com o projecto a propor apoiar a diversificação económica de Macau, no sentido de aprofundar o seu desenvolvimento como centro mundial de turismo e lazer e plataforma para a cooperação comercial e económica entre a China e Portugal. Está definido também o aumento da competitividade de indústrias como a medicina tradicional chinesa e a saúde, finanças especializadas, alta tecnologia e as exposições e o comércio, para Hong Kong e Macau se tornarem centros internacionais de atração de talentos de alto nível. Quanto à integração e serviço na agenda de desenvolvimento nacional, o projecto prevê o reforço da cooperação económica, comercial, científica, tecnológica e cultural entre Hong Kong e Macau e o continente, ao mesmo tempo que aperfeiçoa políticas e medidas para facilitar o desenvolvimento e a vida quotidiana dos residentes de Hong Kong e Macau no interior da China. O plano apelou ainda à conectividade do mercado financeiro entre as RAE e a China Continental.












