O Governo japonês reviu em baixa a contração do Produto Interno Bruto (PIB) no terceiro trimestre, fixando-a em 0,6% face ao trimestre anterior, menos duas décimas do que o estimado anteriormente.
Segundo dados revistos publicados pela Secretaria do Gabinete, a formação bruta de capital público, que nas estimativas preliminares de novembro apontava para um crescimento de 0,1%, registou afinal uma queda de 1,1% em termos trimestrais. A despesa pública, por sua vez, subiu apenas 0,2%, face aos 0,5% indicados inicialmente.
O consumo privado, que representa cerca de 60% da economia japonesa, foi revisto ligeiramente em alta, com um crescimento de 0,2% entre julho e setembro, uma décima acima do indicado nas estimativas preliminares.
Apesar da melhoria, a procura interna foi penalizada pela queda de 0,2% na formação bruta de capital fixo das empresas, que contrasta com a expansão de 1% projectada em novembro.
As exportações mantiveram-se inalteradas face aos dados anteriores, com uma queda de 1,2%, atribuída às tarifas impostas pelos Estados Unidos e que constituíram um dos principais factores da contração económica.
As importações, no entanto, foram revistas em baixa, com um recuo de 0,4%, face à descida de 0,1% inicialmente calculada.
No segundo trimestre do ano, o PIB japonês tinha registado um crescimento de 0,5% em cadeia, segundo os dados revistos.
Em termos homólogos, o crescimento do PIB entre julho e setembro foi também revisto em baixa, passando de 1,1% para 0,6%. A estimativa de crescimento do primeiro trimestre, face ao mesmo período de 2024, foi igualmente corrigida em baixa, de 1,8% para 1,6%.
Excedente na balança corrente
O Japão registou um excedente na balança corrente de 2,83 biliões de ienes (15,665 mil milhões de euros) em outubro, um valor recorde para esse mês, informou o Governo nipónico.
O valor é 15,5% superior ao registado no mesmo mês de 2024 e 36,8% inferior ao obtido em setembro, de acordo com dados publicados pelo Ministério das Finanças japonês.
A balança comercial japonesa teve um superavit de 98,3 mil milhões de ienes (543 milhões de euros), em contraste com o défice de 152,7 mil milhões de ienes (844 milhões de euros) registado no ano anterior, e uma diminuição de 58,3% em termos trimestrais.
As exportações aumentaram 2,8% em termos homólogos e 2,2% em termos trimestrais, atingindo 9,65 biliões de ienes (53.387 milhões de euros); enquanto as importações cresceram 0,1% em termos homólogos e 3,7% em termos trimestrais, atingindo 9,55 biliões de ienes (52.840 milhões de euros).
A balança de serviços registou um défice de 294,6 mil milhões de ienes (1,628 mil milhões de euros), 3,4 vezes mais do que no ano passado e 37,3% mais em relação a setembro.
A conta de rendimentos registou no décimo mês do ano um saldo positivo no valor de 3,46 biliões de ienes (19,152 mil milhões de euros), um aumento de 8,6% em relação ao ano anterior, mas 30% menos do que no mês anterior.
Já a rubrica de transferências registou um défice no valor de 434,8 mil milhões de ienes (2,403 mil milhões de euros), o que representa um aumento de 12,5% em relação ao ano anterior e uma redução de 10,9% em relação ao trimestre anterior.
A balança de pagamentos reflete os pagamentos e receitas por trocas com o exterior de bens, serviços, rendimentos e transferências, e é considerada um dos indicadores comerciais mais abrangentes de um país. Lusa











