Pelo menos 18 pessoas morreram devido ao supertufão Fung-Wong nas Filipinas

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Pelo menos 18 pessoas morreram, 28 ficaram feridas e duas estão desaparecidas devido à passagem do supertufão Fung-Wong pelo noroeste das Filipinas, desde domingo, disse a Protecção Civil do país.

O secretário-adjunto da Protecção Civil, Bernardo Rafaelito Alejandro IV, citado pela agência de notícias das Filipinas (PNA), disse que 12 pessoas morreram na região de Cordillera, a área mais atingida pelo tufão. Foram também confirmadas três mortes no Vale de Cagayan, assim como foram registadas mortes nas regiões de Bicol (1), Visayas Ocidental (1) e Visayas Oriental (1). Todas as mortes foram atribuídas a deslizamentos de terra, afogamento, eletrocussão e queda de destroços.

O responsável da Protecção Civil sublinhou que o Fung-Wong, conhecido como Uwan nas Filipinas, deixou 28 pessoas feridas e duas desaparecidas, além de 2,4 milhões de deslocados. As autoridades abriram 11.000 centros para abrigar estas pessoas.

Alejandro especificou que a área mais afetada é Catanduanes, onde o sistema de abastecimento de água sofreu graves danos e as autoridades poderão necessitar de 15 a 20 dias para restabelecer o fornecimento. Além disso, Catanduanes, assim como Camarines Sur e Camarines Norte, estão a sofrer com cortes de energia devido ao supertufão.

Antes da chegada do supertufão no domingo, as autoridades filipinas retiraram quase um milhão de residentes das suas habitações no leste e norte do país.

A agência meteorológica local (PAGASA) ativou no domingo o alerta máximo, de nível 5, no sudeste de Luzon e no norte das Filipinas, incluindo as províncias de Catanduanes e as áreas costeiras de Camarines Norte e Camarines Sur. Entretanto, a região metropolitana da capital Manila e arredores ficaram sob alerta de nível 3.

Este foi o segundo tufão a atingir as Filipinas nas últimas semanas, depois de o tufão Kalmaegi ter feito mais de 200 mortos na semana passada, situação que levou também à suspensão das aulas e de outras atividades públicas como medida preventiva.

Todos os anos, cerca de 20 tempestades ou tufões atingem ou aproximam-se das Filipinas, sendo as regiões mais pobres geralmente as mais afectadas. Segundo os cientistas, o aquecimento global provocado pela atividade humana torna os fenómenos meteorológicos extremos mais frequentes, mais letais e mais destrutivos.

Missão militar humanitária de Timor-Leste parte para as Filipinas

Os elementos da missão timorense de apoio humanitário e de proteção civil às Filipinas, onde morreram dezenas de pessoas e milhares foram afetadas com a passagem do tufão Kalmaegi, partem esta hoje para aquele país.

A missão foi aprovada na passada quinta-feira pelo Governo timorense, em reunião extraordinária do Conselho de Ministros. “Encontramo-nos num momento verdadeiramente único e histórico. Pela primeira vez, Timor-Leste mobiliza um contingente com esta dimensão, que reúne não apenas as nossas forças de defesa, mas também profissionais dos bombeiros, dos serviços de saúde e do Instituto de Gestão de Equipamentos do Ministério das Obras Públicas”, disse ontem o tenente-general Falur Rate Laek, chefe do Estado-Maior General das Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL).

O tenente-general falava na cerimónia de despedida do contingente que decorreu ontem no Estado-maior das forças de defesa timorense.

O contingente é composto por 120 militares das forças de defesa e mais 30 elementos dos bombeiros, serviços de saúde e do Instituto de Gestão de Equipamentos do Ministério das Obras Públicas. “Esta composição multissetorial demonstra a maturidade institucional do nosso Estado e a nossa capacidade de resposta integrada a emergências humanitárias globais”, disse Falur Rate Laek.

Na sua intervenção, o tenente-general destacou que os elementos da missão foram selecionados com “grande rigor” e que levam não só equipamento, mas também a “bandeira sagrada da pátria e a esperança de um povo que superou adversidades inimagináveis para alcançar a sua dignidade”. “Quando pisarem solo filipino, lembrem-se de que não irão apenas como indivíduos, mas como Timor-Leste. Cada gesto, cada palavra, cada ação será observado e interpretado como expressão do caráter da nossa nação. O mundo observará não o que dizemos, mas o que demonstramos através da nossa conduta, da nossa dedicação e do nosso profissionalismo”, afirmou o chefe das forças de defesa timorense. “A solidariedade não é, para nós timorenses, um conceito abstrato. Conhecemos profundamente o valor da ajuda humanitária, porque dela beneficiámos nos momentos mais difíceis da nossa história”, salientou.

O tenente-general Falur Rate Laek disse também que a missão humanitária nas Filipinas será o “instrumento através do qual Timor-Leste honra a sua dívida moral de gratidão” e se afirma como uma “nação solidária, responsável e comprometida com os princípios universais de fraternidade entre os povos.”

O ministro da Defesa, Pedro Klamar Fuik, apelou aos elementos do contingente para cooperarem com as autoridades filipinas para “assegurar uma resposta rápida e coordenada à situação”.

O ministro sublinhou ainda que a missão humanitária de Timor-Leste irá apoiar as autoridades locais e as Forças Armadas das Filipinas, fornecendo a assistência necessária em termos de equipamentos, logística e proteção dos meios de subsistência e das necessidades essenciais da população afectada pelo desastre.

Os membros desta missão deverão permanecer nas Filipinas durante 20 dias, podendo regressar mais cedo caso concluam as tarefas antes do prazo. Se o trabalho se prolongar, a missão poderá ser estendida, mas a autorização inicial do Governo timorense cobre um período de até 28 dias.

 

Três homens resgatados no Vietname após 40 horas à deriva no mar

Três homens foram resgatados com vida no Vietname após passarem mais de 40 horas à deriva no mar, depois de terem sido arrastados por fortes correntes provocadas pelo tufão Kalmaegi, afirmaram as autoridades locais. Segundo as autoridades, os três vietnamitas desapareceram na quinta-feira, quando um deles, Duong Quang Cuong, de 44 anos, se atirou à água na sequência de uma discussão familiar. Dois amigos, Le Quang Sanh e Pham Duy Quang, tentaram socorrê-lo numa pequena embarcação, mas o barco virou e os três foram arrastados pelo mar. Pham Duy Quang foi o primeiro a ser resgatado no sábado de manhã pelo navio Hai Nam 39, ao sul da ilha de Ly Son, na região central do país, de onde o grupo tinha partido. Pouco depois, outro navio, o An Vinh Express, encontrou Le Quang Sanh, que se encontrava consciente, mas desorientado após mais de 40 horas na água. “Foi como um milagre, acreditávamos que só iríamos encontrar o corpo, não uma pessoa ainda viva”, declarou à AFP o marinheiro Phan Hau, de 40 anos, que participou na operação. O terceiro homem, Duong Quang Cuong, foi resgatado por uma outra embarcação mais próxima de Ly Son. Os três sobreviventes foram hospitalizados e encontram-se fora de perigo, segundo a imprensa estatal vietnamita.