Pelo menos 13 mortos do Myanmar em naufrágio ao largo da Malásia

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Pelo menos 13 pessoas morreram no naufrágio de um barco que fazia parte de um grupo de embarcações com cerca de 300 migrantes de Myanmar, incluindo vários da etnia perseguida Rohingya, anunciaram ontem as autoridades malaias.

Segundo as autoridades tailandesas e malaias, as buscas estão a ser intensificadas na zona onde o barco naufragou, perto da ilha de Tarutao, na Tailândia, a norte da cidade turística malaia de Langkawi.

As equipas de resgate malaias recuperaram sete corpos, todos identificados como Rohingya, disse o líder da agência de segurança marítima dos estados malaios de Kedah e Perlis, Romli Mustafá, numa conferência de imprensa ontem realizada. “As equipas tailandesas estão também a realizar operações de busca e encontraram seis corpos”, acrescentou.

As autoridades acreditam que o barco, que se afundou há quatro dias, transportava migrantes indocumentados de Myanmar, e fazia parte de um grupo de pelo menos 300 pessoas distribuídas por várias embarcações.

Pelo menos 12 barcos estão a participar nas buscas, segundo o responsável, que disse esperar que sejam encontrados mais cadáveres. Os sobreviventes são de origem Rohingya e bengali, acrescentou a polícia.

O chefe da polícia de Langkawi, Khairul Azhar Nuruddin, adiantou que seis das vítimas eram mulheres Rohingya e a sétima era uma menina da mesma etnia.

Os Rohingya, uma minoria maioritariamente muçulmana, são perseguidos em Myanmar, e milhares deles arriscam a vida todos os anos em longas viagens marítimas, muitas vezes a bordo de barcos improvisados, para tentar chegar à Malásia ou à Indonésia.