O Presidente das Filipinas, Ferdinand Marcos Jr., declarou ontem o estado de emergência no país, após o tufão Kalmaegi ter feito pelo menos 142 mortos e 127 desaparecidos, no pior desastre a atingir o país este ano.
A declaração de “estado de calamidade nacional” foi feita por Marcos, durante uma reunião com as autoridades de resposta a catástrofes, para avaliar as consequências do tufão.
A decisão permite ao Governo das Filipinas libertar fundos de emergência mais rapidamente e evitar o açambarcamento de alimentos e a especulação de preços.
De acordo com dados oficiais compilados ontem pela agência de notícias France-Presse (AFP), pelo menos 142 pessoas morreram e 127 estão desaparecidas na sequência da passagem do Kalmaegi.
O Departamento Nacional de Defesa Civil das Filipinas confirmou 114 mortes, além de 28 vítimas mortais registadas pelas autoridades da província de Cebu, no centro do país, referiu a AFP.
A maioria das vítimas morreu afogada ou ao ser atingida por destroços, na sequência de inundações repentinas e aluimentos de terras causados pelo Kalmaegi, que também destruiu casas e arrastou veículos, disse na quarta-feira o responsável adjunto do Gabinete de Defesa Civil, Bernardo Rafaelito Alejandro.
O exército indicou que seis militares morreram quando um helicóptero da Força Aérea se despenhou na província de Agusan del Sur, durante uma missão de ajuda humanitária.
A devastação provocada pelo tufão afetou quase dois milhões de pessoas e desalojou mais de 560 mil residentes, incluindo quase 450 mil que foram retirados para abrigos de emergência, informou a Defesa Civil.
Cerca de 3.500 passageiros ficaram retidos em quase uma centena de portos devido à proibição de navegação.
As autoridades da província de Cebu disseram que anos de exploração mineira e obras de drenagem deficientes agravaram o impacto das cheias.
Na passagem pelo centro das Filipinas, o Kalmaegi trouxe ventos de 130 quilómetros por hora (km/h) e rajadas de até 180 km/h.
Depois de atravessar o mar do Sul da China, a tempestade deverá atingir em breve a costa do Vietname e causar chuva intensa no norte da Tailândia, indicaram os serviços meteorológicos da região.
Enquanto ainda lidavam com o impacto do Kalmaegi, as autoridades alertaram que outro ciclone tropical vindo do oceano Pacífico poderia fortalecer-se e tornar-se um supertufão, atingindo o norte das Filipinas no início da próxima semana.
Todos os anos, cerca de 20 tempestades ou tufões atingem ou aproximam-se das Filipinas, sendo as regiões mais pobres do país geralmente as mais afetadas.
Timor-Leste pronto para oferecer apoio às Filipinas
O Governo de Timor-Leste manifestou ontem solidariedade com as Filipinas, onde morreram mais de 140 pessoas na sequência da passagem do tufão Kalmaegi, e disse estar pronto para oferecer todo o apoio possível. “Timor-Leste está profundamente entristecido com a dimensão desta tragédia e com as dificuldades enfrentadas por tantas famílias que perderam entes queridos, casas e meios de subsistência”, afirmou o primeiro-ministro, Xanana Gusmão, numa carta enviada ao Presidente filipino, Ferdinand ‘Bongbong’ Marcos Jr. e citada num comunicado divulgado à imprensa.
O líder timorense sublinhou também que Timor-Leste “permanece solidário com o povo filipino neste momento de luto e recuperação”, reiterando a amizade e cooperação regional.
No mesmo comunicado, o ministro da Presidência do Conselho de Ministros e porta-voz do Governo, Agio Pereira, afirmou que as Filipinas enfrentam uma “tragédia de proporções imensas”. “A nossa história e laços de cooperação regional fazem com que a dor das Filipinas também seja a nossa. Estamos prontos a oferecer todo o apoio possível”, acrescentou Agio Pereira. Lusa











