A Coreia do Norte disparou mísseis de cruzeiro nas suas águas ocidentais, numa demonstração de capacidades militares horas antes de Trump chegar à Coreia do Sul para uma cimeira regional. O presidente norte-americano confirmou entretanto que não irá reunir-se com Kim Jong-um devido a incompatibilidade de agenda.
A Coreia do Norte anunciou na terça-feira que disparou mísseis de cruzeiro nas suas águas ocidentais, numa demonstração de capacidades militares horas antes de o Presidente norte-americano chegar à Coreia do Sul para uma cimeira regional.
A Agência Central de Notícias da Coreia, órgão oficial de Pyongyang, descreveu o teste militar como um sucesso e afirmou que aquele armamento contribuiria para expandir a esfera operacional das Forças Armadas do país, que dispõe de armas nucleares. O exército sul-coreano não confirmou de imediato se tinha detetado os testes.
A Coreia do Norte já tinha lançado, a 22 de Outubro, vários mísseis balísticos de curto alcance, no primeiro teste desde a posse do Presidente sul-coreano, Lee Jae-myung, e a uma semana da visita de Trump.
Segundo o Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul (JCS), os mísseis foram lançados para nordeste, aparentemente em direção ao mar do Japão – conhecido nas duas Coreias como mar do Leste.
Os canais de comunicação intercoreanos permanecem cortados desde 2022, e Pyongyang tem rejeitado repetidamente os apelos da administração de Lee Jae-myung para reabrir o diálogo.
Trump não se reúne com Kim Jong-un na visita à Coreia
O presidente norte-americano, Donald Trump, esclareceu que não se vai reunir com o homólogo norte-coreano, Kim Jong-un, durante a actual visita à península coreana, justificando-o com incompatibilidades de agenda. “Conheço muito bem Kim Jong-un. Damo-nos muito bem. Realmente, não vai dar para um encontro desta vez. O presidente [chinês] Xi [Jinping] chega amanhã [quinta-feira] e isso é muito importante para o mundo, para todos nós”, disse Trump durante um almoço com o homólogo sul-coreano, Lee Jae-myung, na cidade de Gyeongjiyu.
O chefe de Estado norte-americano acrescentou que deseja estar com o líder da Coreia do Norte e tinha esse objectivo neste périplo, mas “há outros compromissos”, embora a sua vontade seja “trabalhar duro com Kim Jong-un e todo o mundo para resolver as coisas”.
O actual chefe de Estado sul-coreano, no cargo desde junho, tem-se mostrado mais favorável ao diálogo com o vizinho do norte do que o seu antecessor e enalteceu os esforços diplomáticos de Donald Trump.
No primeiro mandato, o presidente dos Estados Unidos da América reuniu-se três vezes com o representante máximo de Pyongyang, entre 2018 e 2019, e protagonizaram ambos um simbólico aperto de mãos na zona desmilitarizada da península coreana, embora sem qualquer resultado prático. Lusa











