Agência anticorrupção da Índia acusa líderes da oposição de branqueamento de capitais

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O órgão de fiscalização anticorrupção da Índia acusou ontem os líderes da oposição Sonia e Rahul Gandhi de lavagem de dinheiro como parte de “uma conspiração criminosa”, juntamente com outros membros do Partido do Congresso (INC).

Os nomes de Sonia Gandhi, presidente do INC de 1998 a 2017 e de 2019 a 2022 e atualmente membro do Rajya Sabha, ou câmara alta do Parlamento, e do seu filho Rahul Gandhi, que atua como líder da oposição na câmara baixa do Parlamento, foram citados no processo aberto pela Direção de Fiscalização (ED), de acordo com o jornal The Indian Express.

Este caso remonta a uma queixa apresentada em 2014, que acusava vários dirigentes do INC de participarem num esquema de branqueamento de capitais para adquirir propriedades avaliadas em mais de 230 milhões de dólares. A investigação, no entanto, só começou em 2021, noticiou a agência Efe.

De acordo com o ED, quer Sonia, quer Rahul são os accionistas maioritários da Young Indian, uma empresa privada que adquiriu as propriedades em questão por apenas 58.000 dólares, propriedade da empresa AJL. São ainda acusados de mais delitos através de doações falsas e adiantamentos de rendas falsos.

Embora o caso tenha sido contestado em vários tribunais, o DE garantiu que foi mantido “tanto pelo Tribunal Superior de Deli como pelo Supremo Tribunal da Índia, permitindo que a investigação prosseguisse”. O caso será julgado por um tribunal especial em 25 de abril, ainda de acordo com o jornal.

Nenhum dos dois líderes afetados emitiu qualquer declaração sobre a acusação até ao momento, embora outro alto funcionário do INC, Adhir Ranjan, tenha denunciado a acusação como uma conspiração do primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, para destruir o partido da oposição, em declarações à agência de notícias indiana ANI.

Um tribunal estadual de Gujarat condenou Rahul Gandhi a dois anos de prisão por difamação em março de 2023, depois de o político ter afirmado, durante um comício em 2019, que “todos os ladrões” têm o apelido do primeiro-ministro Narendra Modi.

No entanto, o Supremo Tribunal concedeu-lhe imediatamente fiança enquanto aguardava o resultado do seu recurso.