Fujikawaguchiko removeu as barreiras que tinham sido instaladas em Maio e que causaram bastante controvérsia no Japão. As autoridades locais dizem que não há uma data estabelecida para se voltar a instalar as barreiras.
No passado mês de Maio, Fujikawaguchiko, uma cidade do centro do Japão, gerou controvérsia após instalar barreiras metálicas e uma cortina para bloquear uma vista popular do famoso Monte Fuji, devido ao fluxo excessivo de turistas. Contudo, poucos meses depois, recuou e, no passado dia 15 de Agosto, removeu as barreiras. As autoridades locais dizem que não há uma data estabelecida para se voltar a instalar as barreiras.
À CNN Internacional, um vereador explicou que, desde que foi instalada a rede “não houve mais pessoas a ficar muito tempo na zona”. “Achamos que tem sido eficaz”, disse, acrescentando que a zona continua a ser patrulhada e que a barreira pode voltar a ser colocada se a situação se alterar.
Note-se que Fujikawaguchiko, na prefeitura de Yamanashi, a leste de Tóquio, tem uma população de cerca de 10.000 pessoas e marca o início de um dos trilhos mais populares para caminhadas no Monte Fuji.
A cortina preta de 2,5 metros de altura e 20 metros de largura cobria a vista de onde parece que a montanha mais emblemática do Japão se eleva sobre uma loja de conveniência em Fujikawaguchiko, localidade situada na província de Yamanashi. Tinham sido ainda colocadas seis barreiras de ferro com três metros de largura, que impediam que as pessoas cheguem ao local exato onde a popular fotografia pode ser tirada.
Os turistas, que vão a Fujikawaguchiko precisamente devido às vistas do Monte Fuji, começaram a tirar fotografias neste ponto específico depois de um influenciador estrangeiro ter captado a cena em 2020, que se tornou viral nas redes sociais.
O excesso de visitantes causou crónicos bloqueios na circulação tanto de peões como de veículos na rua onde se localiza a loja, numa estrada estreita, incapaz de lidar com o volume de turistas.
Antes de bloquear completamente a vista, a cidade japonesa tinha tentado outras medidas, como afixar avisos em inglês ou destacar funcionários para controlar as multidões, mas que se revelaram ineficazes.
Fujikawaguchiko depende em grande parte do turismo que atrai devido à proximidade do Monte Fuji, mas os cerca de 25.495 habitantes da cidade tinham vindo a criticar o comportamento de alguns visitantes, especialmente estrangeiros.
Os residentes tinham acusado turistas de atirar lixo para o chão, fumar fora das áreas autorizadas, estacionar de forma indiscriminada e até de subir ilegalmente ao telhado de uma clínica dentária para tirar fotos.
Fukushima suspende extração de resíduos nucleares por problema técnico
A operadora da central de Fukushima Daiichi afirmou que decidiu suspender ontem uma operação para retirar uma pequena quantidade de resíduos nucleares de um dos reactores devido a problemas técnicos. A empresa Tokyo Electric Power Company (Tepco) suspendeu a operação depois de detetar erros de configuração no dispositivo de recuperação de resíduos, não tendo ainda indicado quando a vai retomar, disseram fontes da empresa aos ‘media’ locais. “É melhor continuar o trabalho de forma segura e estável do que apressar”, afirmou o presidente da Tepco, Tomoaki Kobayakawa, aos jornalistas na prefeitura de Niigata, onde se encontra de visita para discutir um outro reactor operado pela empresa. O desastre nuclear, o segundo pior da história depois de Chernobyl, na Ucrânia, em 1986, foi desencadeado pelo sismo de magnitude 9 e subsequente tsunami de 11 de março de 2011, que, de acordo com os números oficiais, causou cerca de 18 mil mortos e desaparecidos. Em Fevereiro, a empresa também sofreu uma pequena fuga de água radioativa no interior das instalações, que não teve qualquer efeito no exterior, afirmou na altura. A fuga, que equivaleu a cerca de 15 metros cúbicos ou 5,5 toneladas, ocorreu porque uma válvula foi deixada aberta incorretamente durante uma operação de transferência de água contaminada levada a cabo por trabalhadores da central, disse a Tepco.











