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      Governo pretende criar postos de migração no cais para embarcações de recreio de Macau

      As autoridades estão a coordenar a instalação de postos de migração no cais para embarcações de recreio de forma a facilitar os passageiros de turismo individual das embarcações para navegação. Os Serviços de Assuntos Marítimos e de Água dizem ter mantido comunicação com Guangdong em relação ao turismo individual com embarcações de recreio. De acordo com o organismo, existem actualmente em Macau três cais, incluindo a Marina da Doca de Lam Mau, a Doca dos Pescadores de Macau e a Zona de Atracação de Embarcações de Recreio de Coloane.

       

      A Direcção dos Serviços de Assuntos Marítimos e de Água (DSAMA) está a coordenar com o Corpo de Polícia de Segurança Pública, os Serviços de Alfândega e outros serviços competentes para estabelecer postos de migração em vários cais para embarcações de recreio. A informação foi revelada pelo Gabinete do Secretário para a Segurança, salientando que as autoridades vão ainda melhorar as medidas complementares de entrada e saída, a fim de proporcionar uma experiência da passagem fronteiriça mais conveniente para os turistas individuais com embarcações de recreio.

      Em resposta ao deputado Leong Hong Sai em seguimento da sua interpelação, a DSAMA adiantou ter estado em contacto com as autoridades de Guangdong sobre os trabalhos de turismo individual com embarcações de recreio. O organismo disse que vai promover este tipo de viagem “em tempo útil e de acordo com a política”, e anunciará mais tarde os últimos progressos.

      Leong Hong Sai pediu reforço à promoção dos passeios de barco em Macau, lamentando que o desenvolvimento do turismo marítimo se encontre em abrandamento, uma vez que o número de pontos de embarcações de recreio ligados entre Macau e o interior da China é ainda muito limitado.

      Recorde-se que Macau e Guangdong assinaram em 2014 o acordo de cooperação sobre o Turismo Individual com Embarcações de Recreio, sendo Zhongshan o primeiro ponto-piloto para essas viagens. A viagem pioneira do país do Turismo Individual com Embarcações de Recreio entre Macau e Zhongshan realizou-se em Novembro de 2016.

      As autoridades assinaram em 2019 mais um acordo de regras pormenorizadas relativas a assuntos marítimos para o projecto de turismo individual com embarcações de recreio Guangdong-Macau, visando alargar o âmbito da implementação das actividades para Qianhai em Shenzhen, Nansha em Guangzhou e Hengqin em Zhuhai.

      Consultando as informações do Turismo Individual com Embarcações de Recreio, o Executivo salientou que os procedimentos de entrada em Macau das embarcações de recreio do interior da China e do Estrangeiros “são muito simples e rápidos”, visto que Macau é uma zona franca.

      Actualmente, as áreas disponíveis para atracação cais para embarcação de recreio em Macau incluem a Marina da Doca de Lam Mau, com 50 lugares, a Doca dos Pescadores de Macau, com 20 lugares, e a Zona de Atracação de Embarcações de Recreio de Coloane com 200 lugares para atracar.

      Por outro lado, a Direcção dos Serviços de Turismo (DST), também citada pela mesma resposta à interpelação, afirmou que tem vindo a promover o passeio de barco em Macau. A fase actual do projecto conta com três operadores, tendo oferecido um total de seis rotas marítimas. Desde o lançamento do projecto em 2018 até Março deste ano, foram operadas mais de 5.400 viagens, transportando mais de 130.000 passageiros.

      O organismo liderado por Helena de Senna Fernandes disse ainda que vai encontrar locais adequados ao longo da linha costeira para colocar instalações de decoração, de forma a aumentar a atractividade dos passeios nocturnos marítimos.

      “Determinados terminais de passageiros em Macau, como o da Barra e de Coloane, podem ser utilizados para rotas de cruzeiros marítimos, e a Doca dos Pescadores está também bem posicionada para apoiar o desenvolvimento do passeio marítimo”, apontou a DST, indicando que o sector de turismo pode suscitar a abertura de diferentes rotas marítimas de acordo com as suas próprias considerações comerciais.