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      Tailândia adverte forças birmanesas contra qualquer violação da fronteira

       

      A Tailândia advertiu que não permitirá qualquer violação do seu território, na sequência de combates junto à fronteira com Myanmar, cujos militares confirmaram a retirada das tropas governamentais de uma cidade fronteiriça estratégica.

      “Os nossos soldados estão de guarda ao longo da fronteira, mostrando que estamos prontos a proteger e a não permitir que ninguém viole a nossa soberania”, disse o chefe da diplomacia tailandesa, Parnpree Bahiddha-Nukara.

      As forças da União Nacional Karen (KNU), que combatem os militares no poder na antiga Birmânia, anunciaram na quinta-feira que as tropas governamentais tinham abandonado Myawaddy, uma cidade estratégica para o comércio com a Tailândia.

      Cerca de 200 soldados birmaneses deixaram a cidade para se refugiarem numa ponte que a liga a Mae Sot, disse o porta-voz do KNU, Padoh Saw Taw Nee, à agência francesa AFP.

      O porta-voz da Junta Militar, Zaw Min Tun, confirmou aos meios de comunicação birmaneses na quinta-feira à noite que os soldados “tiveram de se retirar”, invocando a segurança das suas famílias. Zaw Min Tun disse à televisão britânica BBC que as autoridades birmanesas e tailandesas estavam em conversações sobre os soldados governamentais, mas sem precisar o número de militares em causa.

      Reconheceu também que alguns combatentes do KNU tinham entrado em Myawaddy, sem dar mais pormenores. “A Tailândia deixou bem claro que não permitirá que ninguém viole o seu território, que não o aceitará”, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros tailandês aos jornalistas em Mae Sot, junto à fronteira com Myanmar.

      Centenas de birmaneses têm-se dirigido à fronteira nos últimos dias para fugir aos combates.

      A Tailândia tem uma fronteira de 2.400 quilómetros com o Myanmar, onde um golpe militar em 2021 reacendeu o conflito com as minorias étnicas. A situação tinha acalmado junto ao rio Moei, que separa os dois países do Sudeste Asiático, constataram jornalistas da AFP no local.

      Uma fonte do KNU disse que os seus combatentes e as Forças de Defesa do Povo aliadas tinham entrado na sexta-feira em confronto com o exército em Kawkareik, a cerca de 40 quilómetros de Myawaddy, sem dar mais pormenores. Fontes militares disseram à AFP que a junta birmanesa estava a enviar reforços para Myawaddy.

      Uma tomada total da cidade seria uma derrota humilhante para os generais no poder em Myanmar, que sofreram uma série de reveses no campo de batalha nos últimos meses, particularmente no norte e oeste do país. A Tailândia anunciou que se está a preparar para receber 100.000 birmaneses.

      A antiga Birmânia tem estado mergulhada em conflitos desde o golpe de Estado, com a Junta Militar enfraquecida pelas derrotas do exército contra guerrilheiros pró-democracia e de minorias étnicas.

      O golpe militar de 2021 pôs fim a 10 anos de transição democrática com o derrube do governo de Aung San Suu Kyi, prémio Nobel da Paz de 1991. Suu Kyi, que foi alvo de críticas internacionais por não apoiar o fim da repressão da minoria muçulmana rohingya, foi entretanto condenada a 33 anos de prisão em vários processos. A líder birmanesa, de 78 anos, já tinha estado sob prisão domiciliária entre 1989 e 2010. Lusa

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      Redacção do Ponto Final Macau