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      InícioÁsiaJunta do Myanmar acusa ONU de "alegações tendenciosas" sobre direitos humanos

      Junta do Myanmar acusa ONU de “alegações tendenciosas” sobre direitos humanos

      A junta no poder em Myanmar denunciou ontem as “alegações tendenciosas” da ONU sobre direitos humanos e disse não ter sido oficialmente informada da nomeação de uma nova enviada da organização internacional. A guerra civil no país do Sudeste Asiático intensificou-se nos últimos meses, e as forças que se opõem aos militares, no poder desde um golpe de Estado em 2021 têm vindo a avançar em todo o país.

      Na semana passada, o Conselho dos Direitos Humanos da ONU adoptou uma resolução que condena as “violações horríveis e sistemáticas dos direitos humanos” em Myanmar.

      A ONU criticou igualmente “o estrangulamento” da ajuda humanitária por parte da junta, que está a agravar uma crise que já deslocou mais de 2,5 milhões de pessoas.

      A resolução “contém alegações infundadas e tendenciosas”, afirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros birmanês, em comunicado publicado no jornal oficial Global New Light of Myanmar. “Myanmar rejeita categoricamente a resolução”, sublinhou o Governo, na mesma nota, acrescentando que “não foi feita qualquer comunicação oficial a Myanmar” relativamente à nomeação, na semana passada, de uma nova enviada especial da ONU para o país.

      O secretário-geral da ONU, António Guterres, nomeou a antiga ministra dos Negócios Estrangeiros australiana Julie Bishop para o cargo, vago desde que a antecessora Noeleen Heyzer deixou o posto em Junho.

      Heyzer, de Singapura, visitou o Myanmar em 2022 e encontrou-se com o líder da junta, Min Aung Hlaing, uma ação criticada por grupos de defesa dos direitos humanos.

      No entanto, foi-lhe recusado um encontro com a prémio Nobel da Paz Aung San Suu Kyi, figura de proa da democracia que cumpre actualmente uma pena de 27 anos de prisão decretada por um tribunal da junta. Posteriormente, a ex-enviada irritou os militares, que a acusaram de emitir uma “declaração unilateral” sobre o que tinha sido discutido.

      O embaixador birmanês na ONU, Kyaw Moe Tun, foi nomeado pelo governo civil de Suu Kyi e recusou-se a abandonar o posto, apesar da insistência da junta militar.

      Ponto Final
      Ponto Finalhttps://pontofinal-macau.com
      Redacção do Ponto Final Macau