Avião que colidiu com Airbus sem autorização para entrar na pista

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epa11055506 Tokyo Metropolitan Police investigators inspect the scene of the collision of a Japan Airlines passenger plane and a Japan Coast Guard aircraft on the tarmac at Haneda Airport in Tokyo, Japan, 03 January 2024. The passenger plane carrying 367 passengers and 12 crew crashed with a Japan Coast Guard plane for transporting relief supplies for the earthquake hit areas. All passengers and crew on board the passenger plane evacuated safely. Tokyo Metropolitan Police confirmed five of six crew on board the Japan Coast Guard plane were dead. Japan Airlines announced on 03 January 2023, that the JAL aircraft recognized the controller's permission to land, read it back, and performed the landing operation. It appears that the Japan Coast Guard plane was already on the runway when it attempted to land, and the Japan Transport Safety Board and the Metropolitan Police Department are investigating the interaction between the controller and the two planes in detail to determine the cause of the accident. EPA/JIJI PRESS JAPAN OUT / EDITORIAL USE ONLY/

 

O avião da Guarda Costeira japonesa que colidiu com um avião comercial no aeroporto de Haneda, na terça-feira, não tinha autorização para entrar na pista, disse ontem o Governo do Japão.

 

O avião da Guarda Costeira japonesa que colidiu com um avião comercial no aeroporto de Haneda, em Tóquio, na terça-feira, não tinha autorização para entrar na pista, disse ontem o Governo do Japão. “Não havia nada na transcrição das comunicações que pudesse ser considerado como autorização para entrar na pista”, afirmou o director-geral adjunto do Gabinete de Aviação Civil do Ministério dos Transportes japonês, Toshiyuki Onuma, citado pela agência de notícias Kyodo.

Onuma referia-se às comunicações do controlo de voo divulgadas pelo Ministério dos Transportes do Japão.

No entanto, o capitão do avião da guarda costeira e único sobrevivente dos seis tripulantes, disse que o aparelho tinha autorização para entrar na pista. Noutras declarações, terá indicado que o avião tinha recebido autorização para levantar voo.

Nos registos de comunicação entre os controladores de tráfego aéreo e a companhia do voo comercial, a Japan Airlines (JAL), também não há indicação de qualquer atraso na aterragem, o que levou especialistas a sugerir ser possível que ambas as partes não tivessem conhecimento da presença de outro avião na pista.

De acordo com a estação pública NHK, o piloto da JAL disse à companhia não ter visto nenhum avião quando se aproximava da pista e que tinha recebido autorização dos controladores para aterrar.

O Ministério dos Transportes, através do seu Conselho de Segurança dos Transportes (JTSB), está a investigar o acidente ocorrido no aeroporto de Haneda, um dos aeroportos mais movimentados do país, depois de o voo comercial da JAL proveniente de Sapporo (norte do Japão) ter colidido com o avião da Guarda Costeira na terça-feira.

O acidente ocorreu às 17:47 e desencadeou um incêndio nos dois aparelhos, obrigando à saída de emergência dos passageiros e da tripulação.

Todos os 379 ocupantes do voo comercial conseguiram sair do aparelho com vida, mas 14 ficaram feridos. Dos seis ocupantes do avião da Guarda Costeira, apenas o comandante, que ficou gravemente ferido, escapou com vida.

O avião da Guarda Costeira estava a caminho para transportar alimentos e água para a zona afetada pelo forte sismo que atingiu a costa oeste do centro do Japão na segunda-feira.

A JAL estimou perdas de cerca de 15 bilhões de ienes (cerca de 95,7 milhões de euros) no acidente, indicou a NHK. A companhia aérea japonesa acrescentou que a perda do Airbus A350 será coberta pela seguradora e referiu estar a analisar o impacto do acidente nos resultados comerciais para este ano fiscal, que termina a 31 de Março, incluindo a redução das vendas devido ao cancelamento de voos e à indemnização dos passageiros envolvidos. Lusa