O ministro dos Transportes de Singapura foi detido pelas autoridades, na sequência de uma investigação que também incide sobre um dos residentes mais ricos da cidade-estado, informou o organismo anticorrupção.
O ministro foi detido na terça-feira e depois libertado sob fiança, disse à agência de notícias France-Presse (AFP) o Gabinete de Investigação de Práticas de Corrupção (CPIB, na sigla em inglês).
O magnata do sector hoteleiro Ong Beng Seng, uma das pessoas mais ricas de Singapura, foi igualmente detido no mesmo dia e libertado também sob fiança, acrescentou o CPIB.
O CPIB não deu pormenores sobre a investigação na cidade-estado, uma das nações menos corruptas do mundo. Em Singapura, os ministros recebem salários equivalentes aos melhores do sector privado, a fim de desencorajar a corrupção.
Apesar de os passaportes dos detidos terem sido apreendidos, o CPIB afirmou que iria analisar os pedidos de deslocação ao estrangeiro “caso a caso”.
O organismo declarou que tinha “deferido o pedido de Ong Beng Seng para viajar para o estrangeiro”, mas que tinha aumentado a sua fiança para 100.000 dólares. “Após o seu regresso, Ong Beng Seng deverá apresentar-se ao CPIB e entregar o passaporte”, acrescentou o organismo anticorrupção.
A investigação sobre o Ministro dos Transportes foi alargada ao bilionário depois de o CPIB ter tido conhecimento do seu envolvimento no caso.
Numa declaração enviada à Bolsa de Singapura na sexta-feira, o grupo afirmou que Ong recebera um “aviso de detenção” do CPIB e pagara a fiança.
Malaio, com residência permanente em Singapura, Ong foi fundamental para trazer o Grande Prémio de Fórmula 1 para a cidade-estado em 2008.
No ano passado, a sua empresa privada Singapore GP e o turismo de Singapura renovaram o contrato para acolher o Grande Prémio até 2028.
No início desta semana, o primeiro-ministro, Lee Hsien Loong, pediu ao ministro que tirasse uma licença, depois do CPIB lhe garantir que o ministro estava “atualmente a cooperar” com uma investigação em curso.
O chefe do Governo afirmou que o organismo anticorrupção tinha pedido o seu acordo para uma investigação formal que implicaria interrogar o ministro, entre outros.











