Mais de 61,5% dos cidadãos da ASEAN são a favor da adesão de Timor-Leste à organização regional, com o maior apoio a registar-se entre cidadãos do Camboja e das Filipinas, segundo um estudo divulgado em Singapura.
A 5ª edição do inquérito “Estado do Sudeste Asiático”, publicado pelo Centro de Estudos da ASEAN do Instituto ISEAS-Yusoh Ishak, em Singapura, refere que dos que apoiam a adesão, cerca de metade (48,7%) consideram que a entrada de Timor-Leste “reforçará a unidade e a centralidade” da organização.
Apenas 15,8% dos inquiridos discorda da adesão, com um terço destes a sentirem que isso pode abrandar a integração económica da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), e 22,7% diz não ter a certeza.
A expressão mais forte de apoio veio do Camboja com 93,3% e das Filipinas com 69,7%, com 67,8% de apoio na Indonésia. Dos inquiridos que apoiam a adesão de Timor-Leste, 48,7% dizem que um novo membro vai aumentar a unidade e a centralidade da ASEAN. Outros 39,9% estão confiantes de que adesão de Timor-Leste vai aumentar o comércio intrarregional e investimento e apenas 11,4% são da opinião de que nada mudará na ASEAN.
Dos que se opõem à admissão de Timor-Leste, um terço (34,4%) são da opinião de que a integração económica da ASEAN vai abrandar, 29,8% acham que nada mudará e 28,8% consideram que a adesão tornará o processo de decisões por consenso na organização mais complicado.
Para a sondagem, o instituto ouviu mais de 1.300 pessoas, entre académicos, responsáveis de organizações da sociedade civil, investigadores, jornalistas, funcionários do Governo e elementos de organizações regionais.
A sondagem analisa a opinião dos cidadãos da ASEAN sobre vários temas e questões geopolíticas que afetam a região, bem como sobre a situação política, económica e social no grupo de 10 nações.
Desemprego e recessão económica (59,5%), impactos das alterações climáticas (57,1%), alargamento das lacunas socioeconómicas e aumento da disparidade de rendimentos, bem como tensões militares (empatados com 41,9%) são os desafios mais prementes da região. O terrorismo continua em último lugar (11,3%).
Os habitantes da região manifestam-se igualmente preocupados com o facto de a ASEAN ser lenta e ineficaz e não ser capaz de lidar com desenvolvimentos políticos e económicos (82,6%). Também estão preocupados que a ASEAN esteja a tornar-se uma arena para maior concorrência de poder em que os seus Estados membros podem ser instrumentalizados por grandes potências (73,0%) e 60,7% estão preocupados com desunião na ASEAN.











