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      InícioÁsiaCoreia do Norte critica Guterres por condenar lançamento de mísseis

      Coreia do Norte critica Guterres por condenar lançamento de mísseis

      A Coreia do Norte lamentou ontem a condenação por parte do secretário-geral da ONU, António Guterres, dos recentes lançamentos de mísseis norte-coreanos e o pedido a Pyongyang que acabe com provocações e regresse ao diálogo.

      “Lamentamos profundamente que o secretário-geral da ONU tenha emitido uma declaração a criticar sem fundamento a RPDC [República Popular Democrática da Coreia, nome oficial do Norte] pela sua justa reação de autodefesa ao lidar com as provocações militares dos EUA”, disse o Ministério dos Negócios Estrangeiros norte-coreano

      Guterres está a agir como um “porta-voz de Washington”, o que considera “deplorável”, uma vez que “a ONU é um órgão mundial baseado na justiça e na objectividade, portanto, não deve ser enviesada pelos interesses e visões de uma grande potência”, disse o ministério, num comunicado citado pela agência noticiosa oficial KCNA.

      Na sexta-feira, o secretário-geral da ONU reiterou “os seus apelos à Coreia do Norte para que desista imediatamente de novos atos de provocação e cumpra integralmente as suas obrigações internacionais ao abrigo de todas as resoluções relevantes do Conselho de Segurança”, sublinhou Stéphane Dujarric, porta-voz de Guterres.

      De acordo com a declaração, o secretário-geral está “profundamente preocupado com a tensão na península coreana e inquieto com o aumento da retórica de confronto” e instou Pyongyang a dar “passos imediatos para retomar as negociações”. Todas as partes envolvidas, adiantou, devem promover um ambiente propício ao diálogo.

      As declarações de Guterres surgiram um dia depois da Coreia do Norte ter lançado três mísseis balísticos, um dos quais activou alertas em várias regiões do Japão, apesar de aparentemente não ter sobrevoado o arquipélago devido a uma falha em pleno voo.

      A Coreia do Norte lançou mais de 20 mísseis em apenas dois dias, em resposta a exercícios militares dos Estados Unidos e da Coreia do Sul, que deveriam terminar na sexta-feira, mas foram prolongados.

      Depois do anúncio da extensão dos exercícios por parte dos aliados, a Coreia do Norte disparou na quinta-feira cerca de 80 tiros de artilharia em direção a uma “zona tampão” marítima da área de Kumkang, na província de Kangwon, na costa leste do país. Os disparos são “uma clara violação” do acordo inter-coreano de 2018, que estabeleceu essas “zonas tampão” para reduzir as tensões entre os dois lados, disse o Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul.

      Na sexta-feira, o Japão anunciou que irá melhorar o sistema ‘J-Alert’, de alerta à população sobre emergências como mísseis ou sismos, após os últimos lançamentos de mísseis da Coreia do Norte. O porta-voz do governo japonês, Hirokazu Matsuno, fez o anúncio, na sequência de críticas recentes contra o sistema de alerta civil, alegadamente lento a responder ao lançamento da Coreia do Norte.

      CAIXA

      Coreia do Norte nega fornecimento de munições de artilharia à Rússia

      O Ministério da Defesa da Coreia do Norte qualificou, na segunda-feira, como “infundadas” as acusações dos EUA segundo as quais Pyongyang estava a fornecer munições de artilharia a Moscovo para a sua invasão da Ucrânia. A notícia, divulgada pela agência noticiosa estatal KCNA, é divulgada quando as tensões na península estão elevadas, depois de uma série de testes de armamento pelos norte-coreanos na semana passada, que envolveram o disparo de, pelo menos, 23 mísseis em um só dia e um de um míssil balístico intercontinental, e quando os EUA e a Coreia do Sul acabam de fazer o seu maior exercício aéreo conjunto. A negação de Pyongyang segue-se às acusações feitas, na semana passada, pelo porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, John Kirby. Este afirmou que a Coria do Norte estava a enviar uma “quantidade importante” de obuses para a Federação Russa “de maneira dissimulada”, ao procurar “fazer crer que se destinavam ao Médio Oriente e a África”. “Recentemente, os EUA persistiram em espalhar um rumor infundado de ‘contratos de armamento’ entre a RPDC (República Popular Democrática da Coreia) e a Rússia”, indicou o vice-diretor dos assuntos externos militares do Ministério da Defesa, em comunicado, citado pela KCNA.

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      Redacção do Ponto Final Macau