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      Coutinho pede mais apoio para a saúde mental dos cidadãos e profissionais médicos

      A saúde mental dos residentes afectada pela persistência da pandemia e dos confinamentos está a preocupar o deputado José Pereira Coutinho, que lamentou que os surtos na comunidade já tenham provocado “alteração profundas” na vida e no pensamento dos cidadãos.

      O deputado exortou assim ao Governo a implementar medidas eficazes nas consultas dedicadas ao diagnóstico precoce, que se realizam nos centros de saúde, para envolverem em maior grau os cuidados de primários na prevenção e tratamento das perturbações depressivas e do humor.

      Na sua interpelação escrita, Coutinho destacou que o aumento dos casos infectados e a depressão económica já se tornaram em causas de ansiedade dos cidadãos.

      “As profundas alterações, aliadas ao medo e incertezas diárias e crescentes de infectar ou ser infectado, ou de ser infelizmente infectado sem estar infectado aliado ao medo de perder emprego ou rendimento decorrentes da imprevisibilidade na evolução da doença, têm sido apontadas pelos especialistas em doenças neurológicas como potenciais factores de risco para a saúde mental e bem-estar psicológico dos cidadãos, particularmente no âmbito da ansiedade, depressão, perturbação de stress pós-traumático e ‘burnout’”, frisou, salientando que os profissionais de saúde na linha da frente e os indivíduos infectados são os grupos de alto risco de sofrimento psicológico.

      Neste caso, Coutinho considera indispensável a criação de um “plano específico de prevenção do suicídio reactivo a crises económicas e sociais”, incluindo iniciativas para combater ao estigma e discriminação de pessoas com doença mental, bem como criação de uma linha de apoio psicológico destinada a profissionais de saúde e trabalhadores essenciais em contexto de pandemia viral.

      O também presidente da Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau questionou, por outro lado, se o Governo vai disponibilizar mais recursos na área educativa para a capacitação dos docentes das escolas para identificarem os casos potenciais de perturbação mental nos jovens estudantes, de forma a cumprir o rácio de, pelo menos, um psicólogo por 500 alunos, bem como para promover a saúde mental na escolaridade obrigatória.