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      InícioÁsiaCoreia do Norte com quase 1,5 milhões de casos em cinco dias

      Coreia do Norte com quase 1,5 milhões de casos em cinco dias

      A Coreia do Norte registou ontem seis novas mortes e atingiu mais de 1,48 milhões de casos de “febre”, cinco dias após ter admitido o primeiro caso de covid-19, avançou a imprensa estatal.

       

      Segundo a agência de notícias oficial norte-coreana o país detectou mais 269.510 pessoas com “febre”, sendo que actualmente estão em quarentena pelo menos 663.910 doentes com sintomas. Desde que a Coreia do Norte admitiu o primeiro caso de covid-19, em 12 de maio, o país registou 56 mortes, sendo que mais de 819 mil pessoas recuperaram da doença.

      A KCNA disse que quase 11 mil profissionais de saúde, incluindo professores e estudantes de medicina, foram destacados para realizar um “exame médico intensivo de todos os habitantes” e identificar infectados. A agência disse que as forças armadas enviaram médicos para ajudar no transporte de medicamentos para farmácias na capital, Pyongyang, que passaram a ficar abertas 24 horas por dia.

      As unidades do exército “expressaram sua vontade de transmitir os medicamentos preciosos, elixir da vida, associados ao grande amor de [o líder norte-coreano] Kim Jong Un pelo povo”, referiu a KCNA. Não foi revelado que tipo de medicamento está a ser administrados aos doentes.

      Mais de 1,3 milhões de pessoas, entre profissionais de saúde e trabalhadores de outras áreas, estão envolvidos na testagem, no tratamento de doentes e em ações de sensibilização da população para questões relacionadas com a higiene, disse no domingo a KCNA.

      O jornal norte-coreano Rodong Sinmun publicou ontem vários artigos sobre hábitos a adotar no combate ao coronavírus e sobre a resposta à pandemia de outros países. Os artigos mencionam vacinas e o Paxlovid, da farmacêutica Pfizer e já aprovado na China, embora sem referir que o medicamento antiviral oral foi desenvolvido nos EUA. Mas o jornal, que cita a imprensa chinesa, insiste que os medicamentos são caros e podem ser menos eficazes contra as novas variantes da covid-19 e que fortes restrições pandémicas continuarão a ser necessárias.

      A imprensa estatal da Coreia do Norte lançou campanhas públicas para promover a saúde e a higiene, incluindo encorajar os habitantes a trocar de máscaras com frequência e a manter pelo menos um metro de distância de outras pessoas, mesmo no interior de casa. “Como o país ainda não iniciou a vacinação contra a covid-19, existe o risco de que o vírus se espalhe rapidamente entre as massas, a menos que seja reduzido com medidas imediatas e apropriadas”, disse Poonam Khetrapal Singh, diretor regional da Organização Mundial da Saúde (OMS) para o Sudeste Asiático.

      Num comunicado, o especialista disse que a OMS está pronta para fornecer à Coreia do Norte medicamentos essenciais, materiais médicos e apoio técnico para aumentar a testagem.

       

      ONU preocupada com impacto de pandemia nos direitos humanos na Coreia do Norte

       

      O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos manifestou “profunda preocupação” com o avanço da epidemia de covid-19 na Coreia do Norte e o seu possível impacto humano. “As últimas restrições, incluindo o isolamento rigoroso das pessoas e novas regras sobre as viagens, terão graves consequências para aqueles que já lutam para satisfazer as necessidades básicas”, disse Elizabeth Throssell, porta-voz do gabinete do Alto Comissariado, num briefing da ONU em Genebra, Suíça.

      O gabinete aconselhou as autoridades norte-americanas a assegurar “que as medidas tomadas para combater a pandemia sejam necessárias, proporcionadas, não discriminatórias, calendarizadas e em conformidade com o direito internacional dos direitos humanos”, reforçou Throssell.

      A porta-voz lembrou também o apelo da alta comissária Michelle Bachelet à comunidade internacional para aliviar as sanções contra a capital norte-coreana, Pyongyang, “para facilitar a ajuda humanitária de emergência e a assistência relacionada com a covid”. “Encorajamos as autoridades da República Popular Democrática da Coreia a envolverem-se urgentemente com a ONU para abrir canais humanitários” e “facilitar o regresso do pessoal internacional da ONU e de outras organizações à Coreia do Norte, para que possam prestar ajuda aos mais vulneráveis, bem como aos que vivem em zonas rurais e fronteiriças”, acrescentou Throssell. Lusa

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      Redacção do Ponto Final Macau