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      Sam Hou Fai sugere regresso das reuniões da Comissão Mista da UE e Macau

      As reuniões da Comissão Mista da União Europeia (UE) e Macau estão em ‘stand by’ desde 2019, mas agora Sam Hou Fai quer o seu regresso. Numa reunião com Olof Skoog, secretário-geral adjunto do Serviço Europeu para a Acção Externa da União Europeia, o Chefe do Executivo da RAEM disse esperar o apoio de Bruxelas para reactivar esta plataforma de diálogo.

      O Chefe do Executivo sugeriu, em Bruxelas, que se retomem as reuniões da Comissão Mista da União Europeia (UE) e Macau, que deixaram de se realizar em 2019. Numa reunião com Olof Skoog, secretário-geral adjunto do Serviço Europeu para a Acção Externa da União Europeia, Sam Hou Fai adiantou que o Governo da RAEM está a “proceder a um estudo sobre os assuntos relacionados”, esperando “contar com o apoio da União Europeia”.

      Segundo o Chefe do Executivo, a RAEM dá “grande importância à consolidação e ao desenvolvimento contínuo das relações amigáveis” entre Macau e a UE. Recorde-se que o Acordo Comercial e de Cooperação entre Macau e a Comunidade Económica Europeia, assinado em 1992, envolve a cooperação em matéria de comércio, economia, ciência e tecnologia, por exemplo.

      No encontro com o responsável da UE, Sam Hou Fai realçou também que a Zona Internacional Turismo e Cultura Integrados de Macau se encontra “em fase de construção acelerada”, aproveitando para convidar os sectores culturais e artísticos da Europa a participarem na iniciativa.

      Sam disse esperar que, no futuro, possa continuar a contar com o apoio da UE “reforçando o intercâmbio e cooperação na economia, comércio e cultura, bem como intensificando a cooperação nas indústrias inovadoras, desenvolvimento verde e integração indústria-academia-investigação”. O governante manifestou ainda a esperança de que a UE “apoie a difusão e promoção de língua portuguesa, ajudando a RAEM a formar mais quadros profissionais de tradução em língua portuguesa, espanhola e francesa”.

      Olof Skoog assinalou que Macau e a UE “possuem uma ligação cultural e comercial de longa história”, lembrando que a Europa, para além de ser um “parceiro importante de Macau”, é também o seu segundo maior parceiro comercial e o terceiro maior fonte de investimento directo, “pelo que terá uma ampla perspectiva para o alargamento da cooperação entre as duas partes”.

      Citado no comunicado de imprensa do Gabinete de Comunicação Social da RAEM, Skoog disse acreditar que, após este encontro, a UE ficará a conhecer melhor a mais recente estratégia de desenvolvimento económico de Macau, salientando que Bruxelas “concorda em pleno que os dois lados possam alargar, no futuro, a cooperação nas áreas como a inovação tecnológica, as tecnologias verdes, o ensino superior e as indústrias de cultura e turismo, entre outras”.

      Durante o encontro, as duas partes abordaram também as actuais circunstâncias internacionais e os seus impactos no comércio global e recursos. Tanto Macau como a UE desejam que o livre comércio global decorra sem obstáculos e que a circulação de produtos e serviços se mantenha, lê-se no comunicado divulgado após a reunião.