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      Deputados pedem melhorias laborais para os residentes  

      Por ocasião do Dia do Trabalhador, que se celebrou ontem, vários deputados à Assembleia Legislativa alertaram para os desafios do emprego que continuam a existir na sociedade, apesar da recuperação económica. Os deputados ligados aos Operários fizeram notar as dificuldades dos residentes na procura de trabalho, em contraste com a inflação e o custo de vida. Já Wong Kit Cheng pediu um local de trabalho mais amigável para as mulheres.

       

      O desemprego estrutural, a queda de salários dos trabalhadores e os conflitos laborais foram identificados como os principais problemas da situação de emprego no território. Por isso, os deputados ligados à Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM) instaram o Governo a promover a protecção dos direitos e interesses dos trabalhadores, bem como assistência para melhoria da sua competitividade.

      “Há residentes que relataram que, embora a economia esteja a recuperar de forma gradual, é ainda difícil encontrar um emprego. Alguns cidadãos disseram que o rendimento ainda não voltou ao nível pré-epidémico e estão a enfrentar pressão diante do aumento constante dos preços”, apontaram Ella Lei, Leong Sun Iok, Lam Lon Wai e Lei Chan U.

      Referindo que a taxa de desemprego dos residentes diminuiu para 3,9% no primeiro trimestre deste ano – uma quebra de 0,6 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior – os deputados salientaram que a comunidade está, no entanto, preocupada com o emprego.

      Para além dos impactos económicos trazidos pela pandemia, a conjuntura socioeconómica de Macau está a mudar e o mercado de trabalho exige cada vez mais conhecimentos e competências para o preenchimento dos postos, segundo os deputados, pois a “incompatibilidade da estrutura de habilidades” é um proeminente desafio enfrentado pelos trabalhadores e pelo mercado de trabalho.

      Ella Lei, Leong Sun Iok, Lam Lon Wai e Lei Chan U sugeriram assim “reforçar o emparelhamento de emprego, com foco na assistência aos desempregados de longa duração, desempregados de meia idade, idosos e os recém-licenciados que entram no mercado de trabalho, como a organização de programas de estágio, permitindo que as pessoas que estão à procura de emprego tenham oportunidade de acumular experiências dos sectores interessados, particularmente nos projectos não relacionados ao jogo”.

      No que diz respeito ao desemprego dos jovens e das pessoas de meia-idade, o deputado Nick Lei propôs lançar medidas direccionadas para aliviar o problema, incluindo formação subsidiada.

      Citando os dados dos Serviços de Estatística e Censos, o legislador destacou que, “no quarto trimestre de 2022, o número total de desempregados dos 16 aos 34 anos era de 6.200, o nível mais elevado desde 1992, e a situação precisa de atenção urgente. Aliás, há também 2.000 pessoas do grupo etário de 55 a 64 anos”, notou. Nick Lei frisou que muitos residentes desempregados esperam continuar a dedicar-se ao mercado de trabalho, mas não têm conseguido encontrar emprego.

      Por sua vez, a deputada Wong Kit Cheng defende a revisão da lei das relações de trabalho, de forma a dar resposta às necessidades da sociedade “de cuidar das famílias, da diminuição da natalidade e do envelhecimento da população”, argumentando que o Governo deve estudar a optimização das licenças de maternidade e paternidade, tanto como diversas outras medidas amigáveis à família no trabalho.

      A deputada ligada à Associação Geral das Mulheres enfatizou que as mulheres ainda enfrentam muitos desafios no local de trabalho, “incluindo a insuficiência de medidas favoráveis à família, assédio sexual no local de trabalho, e a questão de ‘tecto de vidro’”, que se refere à barreira invisível que impede a promoção de determinados grupos demográficos.

      Estando atenta à participação social e mobilização vertical no emprego das mulheres, Wong Kit Cheng lembrou que a taxa de natalidade tem sido baixa nos últimos anos. “Se as mulheres não conseguirem equilibrar melhor o trabalho e as responsabilidades familiares, não será possível garantir a participação feminina no mercado de trabalho e apoiar a promoção de nascimentos saudáveis e do aumento da taxa de natalidade”, alertou.