Tribunal rejeita ordem de detenção contra ex-presidente Yoon

0
20

Um tribunal de Seul rejeitou ontem um pedido do Ministério Público para deter o ex-presidente sul-coreano Yoon Suk-yeol por alegada obstrução à justiça, no âmbito da investigação da lei marcial que declarou em dezembro do ano passado.

O Ministério Público da Coreia do Sul explicou que o tribunal indeferiu o pedido porque Yoon tinha manifestado vontade de comparecer perante as autoridades, razão pela qual foi convocado para o próximo sábado. “Se ele não comparecer, consideraremos solicitar um mandado de detenção formal”, disseram os procuradores.

O procurador especial Cho Eun-suk, nomeado pelo Presidente sul-coreano, Lee Jae-myung, assumiu o caso, há uma semana, depois de o parlamento ter aprovado uma investigação independente sobre os acontecimentos ocorridos no início de dezembro de 2024, quando Yoon declarou uma lei marcial de curta duração.

O pedido do mandado de detenção é motivado pelo facto de Yoon não ter respondido a três convocatórias feitas este mês para testemunhar, no âmbito da investigação sobre várias acusações de insurreição.

Yoon é acusado de obstruir um mandado de detenção emitido no início de janeiro contra si, depois de ter decretado a lei marcial e de ter ordenado ao Serviço de Segurança Presidencial que apagasse os registos telefónicos de três comandantes após o fracasso da sua manobra política.

O decreto de lei marcial durou apenas seis horas, mas conseguiu mergulhar a Coreia do Sul na pior crise política em décadas.