Blinken defende resposta firme ao envolvimento de Pyongyang na guerra

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O secretário de Estado norte-americano, Anthony Blinken, defendeu ontem em Bruxelas uma “resposta firme” à entrada de tropas da Coreia do Norte na guerra russa contra a Ucrânia. “As forças norte-coreanas estão a combater – e agora literalmente em combate – e este novo elemento exige uma resposta firme, que será obtida”, em declarações após um encontro com o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO, na sigla inglesa), Mark Rutte. Blinken destacou ainda a necessidade de serem reforçadas as parcerias com países da região do Pacífico, face à Coreia do Norte, cujas forças “entraram literalmente em combate” na região de Kursk. Também Rutte advertiu que a entrada da Coreia do Norte no conflito representa “uma ameaça suplementar”, tanto para os EUA, como para o Japão e a Coreia do Sul, dado que Moscovo fornece armas a Pyongyang em troca de apoio militar. “Há que fazer mais para garantir que a ucrania pode comtinuar a combater e repelir a ameaça russa”, salientou. Neste sentido, o chefe da diplomacia dos EUA garantiu que a administração Biden vai trabalhar até ao seu último dia para manter a ajuda à Ucrânia.

O chefe da diplomacia dos EUA garantiu também que a administração Joe Biden vai trabalhar até ao seu último dia para manter a ajuda à Ucrânia. “[O presidente norte-americano Joe] Biden quer usar todos os dias até ao final do mandato para ajudar a Ucrânia”, disse. Por seu lado, Rutte salientou a necessidade de se “aumentar a produção na defesa”. A presidência de Biden termina a 19 de Janeiro e o dia seguinte marca o regresso de Donald Trump à Casa Branca para um segundo mandato não consecutivo. Na sua primeira prestação como Presidente dos EUA (2017-2021), Trump ameaçou retirar o país da NATO, para qual é o maior contribuinte financeiro e exigiu que os restantes aliados não entregarem montantes de 2% dos respetivos produtos internos brutos.