A Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais revelou que mais de cinco mil pessoas conseguiram emprego, no primeiro semestre deste ano, através do emparelhamento de emprego do Governo. Os dados do organismo mostram ainda que as pessoas com menos de 25 anos levam uma média de 50 dias para conseguir trabalho após se inscreverem no pedido de emprego.
Entre Janeiro e Junho deste ano, um total de 5.224 residentes conseguiram emprego através do serviço de emparelhamento de emprego, afirmou a Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL), avançando que mais de metade deles eram jovens com menos de 35 anos.
Lei Lai Keng, chefe de Departamento de Emprego, salientou que a DSAL implementou diversas medidas de apoio ao emprego consoante a necessidade de diferentes grupos de candidatos de emprego, e as autoridades irão reforçar a ajuda aos jovens a ingressar no mercado de trabalho através de “medidas diversificadas”, garantiu a responsável ontem no programa matutino Fórum Macau do canal chinês da Rádio Macau.
De acordo com os dados de emparelhamento de emprego, os jovens com menos de 25 anos de idade demoram, em média, 50 dias para conseguir emprego a contar da sua inscrição no registo de pedido de emprego na DSAL.
Lei Lai Keng, em relação ao trabalho de promoção de emprego dos jovens, sugeriu que os recém-licenciados participem, além das feiras de emprego, do programa de estágio organizado pelo Governo. Referiu que, nos últimos cinco anos, mais de 1.700 pessoas participaram no “plano de estágio para criar melhores perspectivas de trabalho” da DSAL.
“Após a conclusão do programa de estágio, a empresa oferece três meses de formação e, de facto, cerca de 50% dos participantes, ou seja, 850 pessoas, obtiveram uma oferta de emprego após o estágio, e mais de 600 aceitaram”, adiantou.
Lei Lai Keng indicou ainda que cerca de 10% deles tiveram oportunidades de promoção no trabalho. “Por isso é um bom meio para encontrar emprego ou explorar oportunidades de trabalho”, disse.
A declaração da responsável veio em resposta a relatos de recém-licenciados que ligaram ontem ao programa, reclamando da dificuldade de procurar emprego que corresponda à sua formação académica.
Segundo o inquérito ao emprego publicado pelos Serviços de Estatística e Censos referente ao primeiro trimestre deste ano, a taxa de desemprego dos residentes aumentou 0,2 pontos percentuais para 2,5%. Entre a população desempregada de 7.300 pessoas, 700 pessoas tinham idades compreendidas entre 16 e 24 anos, enquanto 2.500 eram do grupo etário dos 25 aos 34 anos. Metade do total dos desempregados tinha habilitações académicas de ensino superior.
Durante o programa, Wong Hoipan, professor da Economia na Universidade de Macau, disse prever que o número de recém-licenciados aumentará significativamente, entre 20% e 65%, nos próximos 10 anos, o que fará com que a disponibilização de emprego para os jovens se torne um “desafio a longo prazo”.
“As indústrias tradicionais não conseguem oferecer muitas oportunidades de emprego, enquanto as novas indústrias ainda não atingiram uma escala suficiente para oferecer empregos de alta qualidade aos jovens, que têm expectativas salariais relativamente altas, o que gera um problema de incompatibilidade de habilidades”, ressaltou.










