Um fórum internacional, que irá decorrer em Macau entre 10 e 12 de Junho, vai divulgar, pelo terceiro ano consecutivo, o Índice de Desenvolvimento de Infraestruturas nos Países de Língua Portuguesa.
Num comunicado, o Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau disse que a nova edição do índice faz parte do programa do 16.º Fórum e Exposição Internacional sobre o Investimento e Construção de Infraestruturas (IIICF, na sigla em inglês).
Em 2024, o Brasil e Angola foram os países de língua portuguesa com a cotação mais alta no índice, que avalia o ambiente, a procura, a receptividade e os custos para o desenvolvimento de infraestruturas.
Quanto mais alta for a pontuação, melhor será a perspetiva da indústria de infraestruturas de um país e maior será o grau de atractividade para as empresas se empenharem no investimento, construção e operações nesta área naqueles territórios.
Portugal e Guiné Equatorial foram em 2024, entre os países lusófonos, na perspetiva do relatório chinês, aqueles com a melhor pontuação no subíndice de desenvolvimento relacionado com os custos, operacionais e de financiamento.
O documento destacou “a série de reformas implementadas pelo Governo português para melhorar o ambiente de negócios” e a aprovação, em dezembro de 2023, do Programa Nacional de Investimentos até 2030 como fatores que deram “um novo impulso” às infraestruturas.
Brasil foi o que mais se destacou nos subíndices da procura, que junta fatores como procura e mercado potencial, e da recetividade local e entusiasmo de curto prazo no investimento de infraestruturas, calculado, por exemplo, com base no valor dos novos contratos.
Já Moçambique liderou entre os lusófonos no subíndice associado ao ambiente, que agrega fatores políticos, económicos, soberania, fatores de impacto no mercado, bem como os cenários empresariais e industriais.
O relatório de 2024 assinalou “uma subida moderada” nos custos de construção nos mercados de língua portuguesa e alertou para os “consideráveis obstáculos” que os países enfrentam no “desenvolvimento sustentável de infraestruturas de elevada qualidade”.
A última edição do IIICF terminou com a assinatura de 38 acordos, os maiores dos quais envolveram projetos em Angola e Brasil.
O ministro das Obras Públicas, Urbanismo e Habitação de Angola, Carlos dos Santos, disse na altura à Lusa que chegou a acordo com a empresa estatal chinesa China Road and Bridge Corporation para construir a primeira autoestrada do país, com as obras estimadas em 2,5 mil milhões de dólares.
Também no IIICF de 2024, o grupo brasileiro de concessão de infraestrutura, transportes e serviços CCR assinou um acordo com uma empresa chinesa para o projeto de engenharia da extensão de uma linha de caminhos-de-ferro em São Paulo, no sudeste do Brasil, avaliado em cinco mil milhões de yuan. Lusa











