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Sábado, 20 de Abril, 2024
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      EDITORIAL

      Aniversários redondos são sempre motivo maior de festejo e, por mais que saibamos que os números são todos iguais, é difícil escapar a uma efeméride marcada em dezenas. Se as dezenas passarem a centenas e essas centenas perfizerem meio milhar, a festa começa a justificar uma certa pompa. Torna-se, assim, difícil de compreender o que faz tardar o anúncio da programação das comemorações oficiais dos 500 anos do nascimento de Camões por parte do Estado português. As recentes eleições não será justificação, uma vez que se previa que as comemorações começassem em Março deste ano, tendo essa data sido entretanto adiada para o dia 10 de Junho. Ainda assim, só em Maio se conhecerá o programa oficial. Confirmando que o carimbo oficial não faz assim tanta falta quando há vontade sincera de agir, muitos são os eventos já anunciados (ou até concluídos) para assinalar esta data, em Portugal e em várias outras geografias, das leituras e homenagens em contexto escolar aos congressos, passando por exposições ou novas edições da obra camoniana. Em Macau, o festival literário Rota das Letras chamou Camões para os destaques do seu cartaz e na edição que aconteceu este mês houve leituras, debates e diferentes abordagens à vida e à obra do mais nomeado poeta de língua portuguesa. Damos conta disso mesmo nesta edição, acolhendo também um texto de Felipe de Saavedra, coordenador da Rede Camões na Ásia & África, que propõe novos entendimentos sobre o debate em torno da data de nascimento do poeta.

      Com Abril ao virar da página, prosseguimos com as efemérides, desta vez assinalando os 50 anos da Revolução dos Cravos com um conjunto de propostas de leitura, da ficção ao ensaio, passando pelas leituras para os mais novos. A leitura era uma das muitas coisas que, antes do 25 de Abril de 1974, não se fazia livremente em Portugal, pelo que nada melhor do que lembrar o que devemos à democracia através dos livros que hoje podemos ler. São muitos, podemos escolhê-los em função das nossas vontades e descobertas e, nesta edição, há vários em destaque para lá daqueles que assinalam Abril. Entre crítica, novidades e leituras para os mais novos que os mais velhos podem partilhar, regressamos em Maio com mais livros.