A Zona de Cooperação Aprofundada em Hengqin conta com mais de 8.000 empresas com capital de Macau, que equivalem a 15,9% do total de empresas na Ilha da Montanha. As autoridades de Hengqin destacam o “entusiasmo” dos investidores de Macau e apontam que o sector da inovação tecnológica tem cada vez mais peso na distribuição sectorial da zona, sendo que as empresas de investigação científica e serviços tecnológicos representam 27,5% do total das empresas de Macau.
Existem já mais de 8.000 empresas com capital de Macau registadas na Zona de Cooperação Aprofundada em Hengqin. O volume, segundo foi avançado ontem pelas autoridades de Hengqin, representa um crescimento de 72,6% em comparação com o período em que a região foi oficialmente estabelecida em 2021 como Zona de Cooperação Aprofundada.
O número de empresas com capital de Macau, que se entende como empresa constituída com capital total ou parcialmente detido por investidores de Macau, corresponde actualmente a 15,9% do total de empresas na Ilha da Montanha, ou seja, um sexto do total.
No que diz respeito à distribuição sectorial das referidas empresas, o sector do arrendamento e dos serviços comerciais representa 26,3%, o comércio por grosso e a retalho 21%, enquanto a investigação científica e os serviços tecnológicos ocupam 19,9%. Um total de 7,9% das empresas com fundos de Macau trabalham na área da cultura, do desporto e do entretenimento. Há ainda empresas dedicadas à transmissão de informação, software e serviços de tecnologias de informação, que correspondem a 7,6% do total.
A análise aponta, nesse sentido, que a estrutura industrial de Hengqin tem agora “quatro indústrias emergentes como núcleo” e “desenvolve-se em sinergia com múltiplos sectores”.
Numa nota de imprensa, a Direcção dos Serviços de Assuntos Comerciais de Hengqin enfatizou ainda que a distribuição sectorial demonstra que a indústria da Zona de Cooperação está em transição dos serviços tradicionais para as indústrias de alta tecnologia e de serviços modernos.
O Governo de Hengqin destacou, neste caso, o crescimento das empresas de Macau ligadas à inovação tecnológica. Revelou que as empresas, com capital de Macau, de investigação científica e serviços tecnológicos, juntamente com as de transmissão de informação, software e serviços de tecnologias de informação, representam agora 27,5% do total. “As empresas de Macau estão a acelerar a sua expansão do comércio tradicional para o campo da inovação tecnológica”, notou.
Por outro lado, segundo o organismo, as indústrias dos serviços modernos de referência de Macau passaram a ter um peso sectorial de 37,5%, incluindo o comércio moderno, o turismo cultural, as convenções e exposições, e os cuidados de saúde e bem-estar. “Isto reflecte plenamente o papel de Macau como Centro Mundial de Turismo e Lazer e como Plataforma de Serviços para a Cooperação Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, que foi alargado na Zona de Cooperação Aprofundada”, frisou.
Elogiando a fasquia das 8.000 empresas com capital de Macau na Ilha da Montanha, as autoridades dizem que o “entusiasmo dos investidores de Macau tem-se mantido elevado” desde a criação da Zona de Cooperação, o que mostra também uma tendência “positiva de diversificação, modernização e optimização” do cenário comercial da zona.
Os dados mais actualizados dos Serviços de Estatísticas de Hengqin apontam que existiam, até ao segundo trimestre do ano passado, 16.144 trabalhadores nas empresas com capital de Macau.
Para o futuro, as autoridades de Hengqin dizem pretender reforçar o apoio às empresas das quatro indústrias emergentes, especialmente as empresas com capital de Macau, com o objectivo de atrair mais residentes e empresas de Macau a investir e a desenvolver-se na Zona de Cooperação.











