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Sexta-feira, 19 de Abril, 2024
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      LEITORES EM CONSTRUÇÃO

      Catarina Sobral
      Palmiras Pantaleões Malaquias
      Orfeu Negro

      Esta é a história de uma disputa doméstica, um daqueles conflitos que bem podiam ter começado num almoço de família, talvez com adolescentes esfomeados e pouco polidos no trato. Os Pantaleões entram em cena e desatam a comer toda a comida disponível, obrigando Malaquias a pedir ajuda. Todas as personagens são formas coloridas, de geometria irregular e variável, manchas contornadas que não deixam de lembrar humanos – se não pela forma, seguramente pelo comportamento. É só mais adiante que percebemos que esta é, afinal, a história de como o corpo humano reage a um intruso, sob a forma de infecção ou outra doença, e todas estas personagens, Pantaleões, Malaquias, Palmiras, Anselmos ou Nicolaus, são as protagonistas dessa cena teatral que passa a ser o nosso corpo quando é invadido e precisa de reagir.
      Transformar uma narrativa de carácter didáctico sobre o corpo e as suas defesas numa tragi-comédia frenética, cuja conclusão ansiamos por descobrir, é o golpe de asa de Catarina Sobral neste livro: a informação de carácter científico é rigorosa (e foi, aliás, cientificamente revista por Alice D’Onofrio e Bárbara Flor de Lima), e podemos aprender sobre infecções e o seu combate, mas mais do que ensinar sobre esses temas, trata-se de contar uma boa história. O novo livro de Catarina Sobral é uma radiografia, mas também um espelho, mostrando que o que se passa no interior do nosso corpo não é assim tão diferente da vida exterior de todos os dias: conflitos, empurrões, negociações e alguma felicidade, enfim.

       

       

      Emma Carlisle
      O Que Vês Quando Olhas Para Uma Árvore?
      Fábula
      Tradução de Susana Cardoso Ferreira

      Uma árvore é uma árvore, raízes, tronco e copa, mas nenhuma árvore é igual. Partindo desta óbvia constatação, Emma Carlisle cria um livro que é um apelo à observação atenta, algo que, praticado em árvores, pode bem ser gesto que estendemos ao resto do mundo, natural ou construído, às pessoas que nos rodeiam e a nós próprios. Ultrapassando a estrutura básica que nos faz reconhecer uma árvore em qualquer geografia, este livro convida os leitores a focarem o olhar nas folhas e na sua morfologia, ou na forma das raízes exteriores, na textura do tronco, no som produzido pela passagem do vento por entre os ramos. De caminho, vai apresentando algumas espécies arbóreas com características específicas, como o pinheiro-anão ou a palmeira-rainha, mas o caminho destas páginas passa mais pelo reconhecimento das árvores enquanto elemento fundamental para a vida – e não apenas por motivos eco e biológicos – do que pela identificação precisa de cada espécie.
      Levar este livro para o parque não servirá de manual de identificação de espécies, mas pode ser um óptimo exercício de descoberta própria e alheia. Experimente-se com as ficus rumphii, essas árvores que povoam Macau com as suas raízes exteriores e curvilíneas, traçando caminhos que nem sempre vemos à primeira.

       

      Joana Estrela
      Gato Comum
      Planeta Tangerina

       

      Sandra Siemens e Bea Lozano
      A Colher
      Fábula
      Tradução de Susana Cardoso Ferreira

      Philip Waechter
      Um Dia Perfeito Com Amigos
      Nuvem de Letras
      Tradução de Isabel Castro Silva

       

      Jimmy Liao
      Debaixo da Mesma Lua
      Kalandraka
      Tradução de Ana M. Noronha e Domenica Ignomeriello