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      ANNIE ERNAUX NO GRANDE ECRÃ

      Chegou há pouco às salas de cinema um filme co-realizado pela mais recente vencedora do Nobel da Literatura, Annie Ernaux, e o seu filho, David Ernaux-Briot. Les Année Super-8/ Os Anos Super-8 resulta de uma série de gravações caseiras feitas entre 1972 e 1981 por Philippe Ernaux, ex-marido da autora, depois de o então casal ter comprado uma câmara Super 8. Olhando para estas imagens tantos anos depois, Annie Ernaux percebeu que não eram apenas um arquivo de memórias familiares, mas também o retrato fragmentário de uma classe social e das suas aspirações na década que sucedeu ao Maio de 68. À semelhança dos livros da autora, o filme trabalha o registo biográfico e as memórias pessoais, transformando-os num outro discurso, universalmente reconhecível.

       

      NOVO AUTOR PARA ASTÉRIX

      Fabrice Caro será o novo argumentista das aventuras de Astérix, Obélix e os irredutíveis gauleses. Com lançamento marcado para Outubro de 2023, em França, o conteúdo do próximo volume ainda não foi divulgado, mas um comunicado de imprensa da editora francesa Albert René garantiu que se manterá fiel ao espírito da série de banda desenhada que começou a ser publicada em 1959. Criadas por René Goscinny e Albert Uderzo para as páginas da revista Pilote, as aventuras de Astérix rapidamente passaram a ser publicadas em livro. Depois da morte precoce de René Goscinny, em 1977, o próprio Uderzo assumiu o argumento e o desenho durante alguns anos, até 2010, quando decidiu aposentar-se, aos 84 anos. Em 2013, as aventuras dos gauleses passaram a ser escritas por Jean-Yves Ferri, que agora passa o testemunho a Fabrice Caro, e desenhadas por Didier Conrad, que vai manter-se como desenhador da série.

       

      MÊS DE PRÉMIOS

      Dezembro trouxe o anúncio de vários prémios em língua portuguesa. Fechando o ano no que a consagrações literárias diz respeito, foram anunciados os vencedores do Prémio Camões, atribuído ao poeta João Luís Barreto Guimarães, e do Oceanos, que distinguiu Alexandra Lucas Coelho e o livro Líbano, Labirinto (Caminho). O Prémio Imprensa Nacional/Eugénio Lisboa, criado pela Imprensa Nacional em parceria com o Camões – Centro Cultural Português em Maputo, para promoção da literatura moçambicana, escolheu Jofredino Faife para vencedor da edição deste ano. O livro com que o autor concorreu intitula-se Teatro de Marionetes (ou Ensaio sobre a Mecânica Descritiva da Desertificação dos Homens) e será publicado em breve pela IN/CM.

      Ponto Final
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      Redacção do Ponto Final Macau