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      EDITORIAL

       

      Numa altura em que as discussões geo-políticas marcam as notícias do mundo, é impossível não olhar para a China e o seu papel nas grandes linhas que estruturam as relações internacionais nas últimas décadas. Para isso, importa começar por dentro, olhando atentamente para a política e a sociedade chinesas, estendendo o olhar com a ajuda de quem se dedica a estudar o país e a sua forma de organização, dentro e fora das fronteiras físicas da China. Professor no Departamento de História e Escola de Política Pública e Assuntos Globais da Universidade de British Columbia, Canadá, Timothy Cheek estuda a história do Partido Comunista Chinês e dos seus intelectuais desde os anos 1980. Co-editor do livro The Chinese Communist Party: A Century in Ten Lives (Cambridge University Press), que reúne ensaios de vários autores, falou ao Parágrafo sobre o modo como se vê a China a partir daquilo a que chamamos Ocidente, sobre o desconhecimento que é preciso combater e sobre o momento actual, em que a liderança do país se mostra inabalável, mesmo que o tempo e a história confirmem que as mudanças são sempre inevitáveis.

      Nem sempre os escritores revelam as suas estratégias de bom grado, mas Mario Vargas Llosa foi suficientemente generoso para as partilhar com quem quisesse lê-las. Prosseguindo uma tradição onde pontua Reiner Maria Rilke, com as suas Cartas a um Jovem Poeta, também o Nobel peruano reuniu um conjunto de epístolas onde discorre sobre a origem do impulso literário, os seus modos de desenvolvimento e os muitos aspectos que separam uma história de um romance. Em Cartas a Um Jovem Romancista, agora reeditado pela Dom Quixote, Vargas Llosa cumpre o propósito de elucidar hipotéticos escritores sobre os meandros do ofício, mas acaba por assinar um importante tratado autobiográfico sobre a sua própria abordagem à escrita, aos seus demónios e às estratégias que foi encontrando para os fixar em letra de forma.

      A notícia da morte de Hi Xudong chegou em cima do fecho desta edição. Era um dos grandes poetas da contemporânea literatura chinesa e a sua presença em Macau, na edição de 2014 do festival literário Rota das Letras, deixou memórias fortes naqueles que puderam escutá-lo e conhecer alguma da sua poesia. Depois dessa visita ao território, Hu Xudong escreveu um texto sobre Macau, sobre as expectativas que trazia antes de conhecer a cidade e o impacto que as diferentes áreas e ambientes tiveram sobre si. Originalmente publicado no livro Regra de Três (Praia Grande Edições), esse texto pode ser novamente lido nas páginas 6 e 7 desta edição. Uma homenagem ao escritor e uma dádiva aos leitores.

       

      Ponto Final
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      Redacção do Ponto Final Macau