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      Macau aposta em robôs e IA para melhorar qualidade de vida dos idosos

      O Governo apresentou um projecto para promover uma melhor qualidade de vida da população idosa, em rápido crescimento no território, que inclui robôs que ensinam tai chi e inteligência artificial (IA) para combater a solidão.

      As autoridades de Macau lançaram uma área de exposição de cuidados inteligentes para idosos e de gerontecnologia, para promover o uso de tecnologia no apoio à população de terceira idade da cidade.

      Na cerimónia de abertura, o presidente do Instituto de Acção Social (IAS), Hon Wai, sublinhou que “o Governo de Macau definiu a ‘big health’” e “a tecnologia inteligente”, como áreas prioritárias no plano de apoio à comunidade idosa até 2035.

      Segundo o responsável, o Governo chinês apresentou no 14.° Plano Quinquenal pela primeira vez o combate “activo do envelhecimento populacional” como uma estratégia nacional.

      A China tem registado quedas populacionais anuais, numa tendência inédita desde o início da década de 1960. As autoridades estimam que, até 2035, mais de 400 milhões de chineses terão mais de 60 anos, o que representará cerca de um terço da população e aumentará a pressão sobre o mercado de trabalho, o sistema de pensões e o crescimento económico.

      Em Macau, a população idosa ultrapassou pela primeira vez a dos jovens em 2023, com as autoridades locais a preverem uma “superbaixa taxa de natalidade” ainda esta década e perto de um quarto da população idosa até 2041.

      Com o número de nascimentos a cair, os idosos de Macau, com 65 ou mais anos – cerca de 105.200 em 2025 – representavam já 15,3% da população, mais 0,7 pontos percentuais do que no ano anterior.

      As autoridades do território indicaram querer organizar sessões explicativas dirigidas a empresas de ‘design’ de interiores e de remodelação, com o objetivo de aprofundar o conhecimento do sector sobre a adaptação do ambiente domiciliário para idosos, com novas tecnologias a apoiar esta população no dia-a-dia.

      Entre os expositores presentes no evento esteve o Centro de Ciência de Macau, que apresentou um robô humanoide produzido pela empresa chinesa AgiBot, que pode ser programado para comunicar e fazer companhia a idosos. “Este tipo de robô já é um sucesso de vendas no interior da China e pode fazer companhia aos idosos, conversar, mudar expressões faciais e até ensinar tai chi ou dançar (…) Apesar das limitações em tarefas complexas, o robô é visto como uma ferramenta para combater a solidão”, descreveu à Lusa.

      A companhia de Xangai obteve mais de mil milhões de yuan em receita em 2025, exportando quase 10.000 robôs humanoides globalmente, segundo informação da empresa.

      Entretanto a Votee, uma ‘startup’ tecnológica de Macau e Hong Kong, apresentou ‘software’ de IA que “pode ajudar a treinar assistentes sociais a lidar com idosos, melhorar a sua capacidade de resposta e até fazer companhia, registando memórias e histórias de vida”, descreveu o diretor comercial, Jeff Tai, à Lusa.

      Segundo o responsável, a tecnologia entende cantonês, a língua mais falada em Macau, e pode “conversar com eles e transcrever o que dizem, ajudando-os a exercitar o raciocínio e a chamar assistência em caso de emergência, mesmo através da leitura de expressões faciais”.

      Já Alex Siu, diretor de Inovação em IA e Big Data da Companhia de Telecomunicações de Macau, destacou a tecnologia desenvolvia pela maior empresa de telecomunicações do território, que permite a monitorização de tendências de mobilidade da população idosa através de GPS em telemóveis. “Podemos ver as áreas em que eles se movimentam mais, ou se passam mais tempo em casa. No entanto, não monitorizamos cada pessoa individualmente, só a tendência de movimento da população em grupo. Isto pode ajudar o Governo a planear medidas que possam ajudar esta população”, contou Siu à Lusa. O sistema pode ainda “avisar as autoridades de saúde ou a família se um idoso estiver imóvel por muito tempo, por exemplo mais de três dias”. Lusa

      Ponto Final
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      Redacção do Ponto Final Macau