Construção da fundação e caves da habitação pública no Bairro Iao Hon custará 119 milhões

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A empreitada de construção da fundação e caves para a habitação pública na Rua Oito do Bairro Iao Hon foi recentemente adjudicada à Companhia de Decoração San Kei Ip pelo valor de 119 milhões de patacas. Sendo um “projecto-piloto da renovação urbana”, a construção de uma primeira habitação da classe intermédia em Macau prevê um prazo de execução de 600 dias de trabalho.

 

No Bairro Iao Hon será construído o primeiro projecto da habitação da classe intermédia em Macau, que ficará no cruzamento entre a Rua Oito do Bairro Iao Hon e a Avenida da Longevidade. Depois da confirmação da construção no início do mês passado, o projecto avançou agora com a conclusão da adjudicação para as obras da fundação e caves, que prevê um orçamento de 119.036.261 patacas.

Em vez de concurso público, a adjudicação foi feita por consulta e cinco empresas foram convidadas a apresentarem as suas propostas, cujos valores variaram entre 119,8 milhões de patacas e 183,8 milhões de patacas. O adjudicatário, Companhia de Decoração San Kei Ip, Limitada foi o proponente com orçamento mais baixo.

De acordo com a lista onde é referida a situação das obras com valor superior a cem milhões de patacas da tutela de Transportes e Obras Públicas, actualizada na segunda-feira pela Direcção dos Serviços de Obras Públicas (DSOP), a empreitada terá um prazo de execução de 600 dias úteis, com a primeira meta obrigatória de 450 dias de trabalho. Apesar de a empreitada estar indicada como “obras em curso”, está actualmente na fase de contrato e a data de adjudicação e a data prevista de conclusão ainda não são conhecidas.

O projecto será construído no terreno no cruzamento entre a Rua Oito do Bairro Iao Hon e a Avenida da Longevidade, com uma área de 1.875 metros quadrados. Segundo revelou a DSOP, destina-se à construção de um edifício de habitação pública de 30 pisos de altura, com um auto-silo público de 3 pisos em cave, e poderá fornecer 250 fracções habitacionais e cerca de 100 lugares de estacionamento para automóveis e motociclos, dispondo ainda de instalações comerciais e sociais.

O plano de construção foi anunciado no site do organismo no início do mês passado e, alguns dias depois, Raimundo do Rosário, secretário para os Transportes e Obras Públicas, afirmou que o projecto será de habitação da classe intermédia, na esperança de ser o “projecto-piloto da renovação urbana” em Macau, sendo que as obras serão iniciadas “em breve”.

Dessa forma, a empreitada será a primeira habitação de classe intermédia no território. O Governo tinha planeado a construção de uma habitação de classe intermédia na Avenida Wai Long, na Taipa, mas decidiu suspender o plano no final do ano passado. Nessa altura, o Executivo frisou que o projecto pode ser retomado “se houver procura do público”.

Na parcela actual na Rua Oito do Bairro Iao Hon encontrava-se um complexo da habitação social, que foi o primeiro a ser demolido no âmbito do programa de Reordenamento dos Bairros Antigos e foi aproveitado como gabinete temporário em Iao Hon do Conselho Consultivo para o Reordenamento dos Bairros Antigos. Posteriormente, o plano de projecto para o Reordenamento dos Bairros Antigos foi adiado e o gabinete foi demolido em Julho de 2019. O terreno foi convertido numa zona de lazer em 2021.

De acordo com a DSOP, o projecto de construção de Habitação Pública na Rua Oito do Bairro Iao Hon será executado em duas fases, de construção das fundações e caves e de construção da superestrutura, com lançamento de dois procedimentos para adjudicação.

A DSOP explicou que foi adoptada a modalidade de consulta para implementação da presente empreitada, “atendendo ao local de execução do projecto, contíguo às edificações mais antigas na zona, com um grau de dificuldade de execução da obra e exigências técnicas mais complexas quando comparado com as obras comuns, e segurança do ambiente circundante mais exigente durante o período de construção, que exige uma elevada experiência e capacidade técnica do empreiteiro em escavação de fundações”, justificou.