Na reunião plenária de ontem da Assembleia Legislativa (AL), a deputada Lo Choi In lançou críticas à intenção do Governo de criar uma “ilha ecológica” a Sul de Hac Sá que, segundo as autoridades, terá como objectivo a colocação de resíduos urbanos. Grupos ambientalistas também já tinham criticado o projecto, alertando para o impacto que poderá causar nos golfinhos que ali habitam.
“É sabido que os aterros causam necessariamente certos danos ao ambiente ecológico marinho e as áreas marítimas em causa são habitats de golfinhos brancos chineses, animais nacionais protegidos de primeira classe”, afirmou Lo Choi In no hemiciclo, acrescentando: “O desenvolvimento é uma regra absoluta, mas a sociedade não quer pagar os elevados custos ecológicos só em troca da chamada ‘ilha ecológica’, que, na realidade, é um aterro para resíduos de construção sem ter nada a ver com a protecção do ambiente ecológico”.
A deputada afirmou mesmo que “o que precisamos não é de um novo aterro que destrua o ambiente ecológico, mas, sim, de novas tecnologias de energia renovável”. Lo Choi in apontou, então, que “o Governo deve apoiar o desenvolvimento de empresas locais de energia renovável ou construir crematórios e instalações forenses, entre outras instalações indispensáveis para a vida da população, a fim de promover a diversificação da economia e o investimento e, ao mesmo tempo, aumentar os postos de trabalho, resolvendo assim as necessidades básicas da sociedade”.
Por fim, a deputada pediu que o Governo garanta a conformidade da exploração e do aproveitamento das áreas marítimas, que promova a diversificação e o desenvolvimento sustentável da economia e, por fim, que proteja o meio ecológico das áreas marítimas.












