Para permitir que os eleitores que estão em isolamento possam votar, a Comissão de Assuntos Eleitorais da Assembleia Legislativa (CAEAL) vai colocar mesas de voto nos átrios dos hotéis designados. A garantia foi dada ontem por Tong Hio Fong, presidente da CAEAL, em conferência de imprensa.
A CAEAL vai dar a possibilidade de os eleitores em quarentena mudarem temporariamente a sua assembleia de voto para que possam votar. No dia 12 de Setembro, funcionários dos Serviços de Saúde e do Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) vão estar nos hotéis para dar apoio aos trabalhos.
Nesse dia, os eleitores que quiserem participar no escrutínio serão levados, um a um, ao átrio do hotel para que possam exercer o seu direito. “Posso confirmar que todas as pessoas que reúnam as condições vão ter direito de ir votar e nós vamo-nos organizar para que eles possam ir votar”, assegurou.
O responsável da CAEAL adiantou também que, depois do começo do período de campanha eleitoral, o organismo recebeu quatro queixas, sendo que uma delas foi encaminhada ao Comissariado Contra a Corrupção (CCAC) e outra à Polícia Judiciária (PJ). Tong Hio Fong não quis revelar quais as listas em causa, mas indicou que um dos casos tem a ver com actos irregulares na internet e outro com a violação da regra de afixação de cartazes.
Tong Hio Fong explicou também a CAEAL não vai proibir os cidadãos de usarem máscaras coloridas. Porém, “no período de reflexão ou no dia de eleição, se utilizarem máscaras em que facilmente se consiga identificar a lista ou se se identificar a máscara com símbolos, neste caso é considerado acto de campanha”. O responsável advertiu também que se, durante o dia de reflexão ou dia de votação, houver um grupo de pessoas com máscaras de determinada cor ou vestidas da mesma cor, “nesse caso é considerada propaganda ilegal”.
Poderão todas estas restrições desmotivar os eleitores a participarem nas eleições? “A prevenção da epidemia é sempre o trabalho prioritário. Estas medidas são bastante importantes para o Governo da RAEM, por isso, quando nós organizamos um espaço público para que eles realizem actividades de campanha eleitoral, há sempre restrições”, explicou, afirmando: “Se estão motivados ou desmotivados não sei, porque ainda não chegámos ao dia da eleição e cada pessoa pode decidir se pretende ou não ir votar”.
Estas eleições ficaram marcadas pela desqualificação dos candidatos da ala democrata. Questionado sobre se a medida poderá descredibilizar as eleições, Tong Hio Fong respondeu apenas que “a CAEAL trata conforme a lei todos os trabalhos de eleição”. O responsável também não quis fazer uma projecção sobre a taxa de abstenção que se poderá registar.












