Edição do dia

Domingo, 21 de Abril, 2024
Cidade do Santo Nome de Deus de Macau
chuva moderada
25.9 ° C
26.9 °
25.9 °
94 %
5.7kmh
40 %
Dom
25 °
Seg
25 °
Ter
25 °
Qua
25 °
Qui
29 °

Suplementos

PUB
PUB
Mais
    More
      InícioPolíticaJogadores estrangeiros vão ter zonas de jogo exclusivas

      Jogadores estrangeiros vão ter zonas de jogo exclusivas

      De forma a que as operadoras possam calcular melhor os ganhos com os apostadores oriundos do estrangeiro, o Governo quer que sejam criadas zonas exclusivas para jogadores do exterior. O objectivo é saber quais as receitas geradas pelos jogadores estrangeiros para que depois, como prevê a nova lei do jogo que entrou em vigor há seis meses, o Chefe do Executivo possa decidir se reduz ou isenta as concessionárias do imposto a aplicar. O regulamento administrativo foi apresentado na sexta-feira pelo Executivo.

      O Governo quer que as operadoras de jogo criem zonas de jogo exclusivas para estrangeiros. A medida, ao abrigo do regulamento administrativo apresentado na sexta-feira, tem como objectivo fazer com que as concessionárias atraiam mais jogadores estrangeiros. Assim, com as zonas exclusivas, será mais fácil calcular as receitas geradas pelos apostadores do exterior. Recorde-se que a nova lei do jogo estabelece que o Chefe do Executivo pode reduzir a taxa de impostos se as concessionárias atraírem jogadores do estrangeiro.

      Assim, de forma a perceber quais os ganhos relativos a apostadores do exterior, a partir de 1 de Janeiro as concessionárias deverão encaminhar os jogadores do exterior para estas zonas, ainda que estes não sejam obrigados a jogar nessas áreas. Apostadores do interior da China, Hong Kong e Taiwan não poderão jogar nestas zonas.

      Adriano Marques Ho, director da Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos (DICJ), disse, na apresentação do regulamento administrativo, que serão colocados seguranças nesses locais a verificar os documentos de identidade dos apostadores. Citado pela TDM Canal Macau, André Cheong, porta-voz do Conselho Executivo e secretário para a Administração e Justiça, salientou que “a expansão do mercado de jogadores é um ponto muito importante e todas as empresas concorrentes devem investir para promover exploração do mercado estrangeiro”.

      A revisão à lei do jogo que entrou em vigor em Junho prevê que as concessionárias paguem um imposto directo de 35% e, além disso, têm de efectuar contribuições “com um quantitativo anual” de 2% para um fundo público e outra também “com um quantitativo anual” de 3% para o desenvolvimento urbanístico, a promoção turística e a segurança social. Segundo a lei, o Chefe do Executivo pode reduzir ou isentar as concessionárias do pagamento das contribuições referidas “por razões de interesse público”, nomeadamente se conseguirem atrair jogadores do estrangeiro.

      Em sintonia com a entrada em vigor dos novos contratos de concessão dos casinos – que foram para as operadoras que já actuam no território: SJM, Wynn, MGM, Venetian, Melco e Galaxy – o regulamento administrativo em causa entra em vigor também no dia 1 de Janeiro de 2023.